terça-feira, julho 31, 2007

PAN AM GAMES - JUDO: Team USA's Performance Deemed a Success with Six Medals and Olympic Qualification Well Underway


U S JudoPAN AM GAMES - JUDO: Team USA's Performance Deemed a Success with Six Medals and Olympic Qualification Well Underway
Contact: Nicole Jomantas, Nicole.Jomantas@usajudo.us

PAN AM GAMES – JUDO: Team USA’s Performance Deemed a Success with Six Medals and Olympic Qualification Well Underway

(Rio de Janeiro, Brazil) – There was more at stake for Team USA when the judo competition got underway in Rio de Janeiro on July 19 than just medals – although with six of those won by the United States, there were plenty of trips to the podium to be had as well.

The third of five Olympic qualifiers, the Pan American Games were worth double the value of the other four and represented 33% of the qualifying total for nations in the Pan Am Region. The final two qualifying tournaments for the U.S. Team will be held May 8-11, 2008 in Miami, Fla. at the Pan Am Championships and Olympic Zone 1 Qualifier.
“This was the event that each of the countries that participated last week were all gearing their training toward because everyone knew that placing well puts countries into an excellent position for 2008,” said Coach Jason Morris (Glenville, N.Y.) “We were all very proud of how the Team performed under the pressure of this being such a key Olympic qualifier.”

At the conclusion of the Games, Ryan Reser (Colorado Springs, Colo. / USA Judo National Training Site at the Olympic Training Center / 73kg) and Travis Stevens (Glenville, N.Y. / USA Judo National Training Site at the Jason Morris Judo Center / 81kg) each had both gold medals as well as the knowledge that their weight categories had been mathematically qualified for the 2008 Olympic Games, pending participation of U.S. athletes in the final two qualifiers in Miami next year.

“I’m feeling pretty confident… Now I can focus more on preparing for Trials and going to camps and events where I can focus on how I’m going to prepare for those guys who I would see at the Olympics,” Reser said.

Ronda Rousey (Wakefield, Mass. / NYAC / USA Judo National Team FORCE) got the momentum going for the Team on July 20 with her gold medal win in the 70kg division. Although Rousey was the first to compete in a high-pressure final, the 2004 Olympian handled the pressure well, throwing
Mayra Silva (BRA) for ippon (instant win) in the final 16 seconds of the match.

Less than half an hour later, Rick Hawn (Wakefield, Mass. / USA Judo National Team FORCE) added a second medal to the tally when he threw Julian Gutierrez (MEX) for ippon midway through his bronze medal final in the 90kg division.

The following day turned out to be the best for Team USA with three athletes advancing to the finals.

Ryan Reser (Colorado Springs, Colo. / USA Judo National Training Site at the Olympic Training Center) and Travis Stevens (Glenville, N.Y. / USA Judo National Training Site at the Jason Morris Judo Center) each won gold in the 73kg and 81kg divisions, respectively.

En route to gold, both athletes posted wins over 2004 Olympic medalists from host country Brazil.

Reser threw Leandro Guilheiro for ippon at the one minute mark of his gold medal final. Stevens, on the other hand, threw Brazilian fan favorite Flavio Canto in the semifinal to advance to the gold medal round where he threw Mario Valles (COL)
for ippon.
Valerie Gotay (Harlingen, Texas / USA Judo National Training Site at Harlingen) also competed in the finals, winning a silver medal in the 57kg division. Gotay went 2-0 to advance to the final, but lost on a penalty to Danielle Zangrando (BRA).

The competition concluded on July 22 as Jeanette Rodriguez (Coral Springs, Fla. / USA Judo National Training Site at North Miami) won a bronze medal in the 48kg division on her seventeenth birthday when she beat former Pan Am Championships medalist Glenda Miranda (ECU) in her final match.

Marti Malloy (San Jose, Calif. / USA Judo National Training Site at San Jose State University / 63kg) and Marina Lambert (Chesapeake, Va. / Washington Judo / 78kg) earned fifth-place finishes that also gave them valuable Olympic qualification points.

“I’m extremely happy and proud of our entire staff, USA Judo and the USOC who have provided these kids with a fantastic opportunity and these athletes have taken advantage and are performing,” said Coach Jason Morris (Glenville, N.Y.) “The Games were a huge success for all of us.”

The six medals won by Team USA, including three golds, marked the best finish by a judo team at the Pan American Games since the 1991 Games in Havana, Cuba.

“This was easily one of youngest Pan American Games Teams we’ve had, but everyone really performed well. We’re in a good position for Olympic qualification for Beijing and that’s really what our biggest goal was for Rio,” said Eddie Liddie (Colorado Springs, Colo.), USA Judo Director of Athlete Performance. “I think the new programs we’ve implemented during the past year have brought us to this point and we’re making strides to have a good ’08 and even better results in 2012.”

For more information, contact Nicole Jomantas, USA Judo Director of Communications and Media Relations, at Nicole.Jomantas@usajudo.us.

CONQUISTA - Aglaia Souza


CONQUISTA
Aglaia Souza

Tua maré:
sobe e inunda
o porto
o cais
o veleiro
e te deixa
sabendo a sal.

Judo: Telma Monteiro é do Benfica até 2010


30/07/2007 20:10
Judo: Telma Monteiro é do Benfica até 2010
Retribuir com vitórias

O projecto de um Benfica olímpico ganha cada vez mais forma. Após garantir os préstimos de Nelson Évora e de Vanessa Fernandes, óbvios candidatos a medalhas na principal competição desportiva do mundo, o Benfica apresentou agora Telma Monteiro de águia ao peito.
Tal como o saltador e a triatleta - que batem recordes atrás de recordes em representação de Portugal e do Benfica - também a campeoníssima judoca já faz parte da família benfiquista.
Apresentada com pompa e circunstância na sala de imprensa do Estádio da Luz, a menina bonita do judo português prometeu «retribuir com vitórias» o afecto dos benfiquistas. Telma Monteiro, que vai representar o Benfica até 2010, não poupou as palavras nem as emoções: «É um grande orgulho para mim e espero retribuir com vitórias. É, sem dúvida, um dia marcante na minha carreira. É um grande orgulho para mim representar o Benfica e espero fazê-lo da melhor maneira», afirmou.
Luís Filipe Vieira, visivelmente orgulhoso com a nova contratação do Benfica, sublinhou a política Olímpica que se vive na Luz. «A Telma é a maior representante do judo nacional. Vai estar entre nós até 2010, ligação que esperamos poder prolongar. A contratação da Telma faz parte da estratégia do Benfica de apostar em atletas olímpicos, que passam agora a ser três», referiu.


Palmarés de Telma Monteiro:

2007
Medalha de Ouro - Taça do Mundo etapa de Lisboa categoria A Medalha de Prata - Taça do Mundo etapa de Moscovo categoria Super A Medalha de Ouro - Campeonato da Europa (Belgrado) Medalha de Ouro - Taça do Mundo etapa de Vejen categoria A Medalha de Ouro - Taça do Mundo etapa de Paris categoria Super A

2006
Medalha de Ouro - Campeonato da Europa Sub-23 ( Moscovo) Medalha de Ouro - Campeonato da Europa Sénior (Tampere) Lider do Ranking Mundial desde 2006-04-17 até... Medalha de Prata - Torneio de Fukuoka (Japão)

2005
Medalha de Ouro - Taça do Mundo etapa de Moscovo categoria Super A Medalha de Prata - Campeonato da Europa sub-23 Kiev Medalha de Bronze - Campeonato da Europa Sénior (Roterdão) Medalha de Bronze - Campeonato do Mundo Sénior (Cairo)

2004
Medalha de Ouro - Campeonato da Europa Júnior (Sófia) Medalha de Bronze - Campeonato do Mundo Júnior (Budapeste) Medalha de Bronze - Campeonato da Europa Sénior (Bucareste)

2003
Medalha de Bronze - Campeonato da Europa Júnior (Sarajevo) Olímpica nos Jogos de Atenas 2004.

2ª na Super Taça do Mundo de Paris 2007 em -52kgs. 3ª no Camp. do Mundo de Seniores 2005 em -52 Kgs.

3ª no Camp. do Mundo de Juniores 2004 em -52 Kgs.

Campeâ da Europa de Seniores 2006 em -52 Kgs. 3º no Camp. da Europa de Seniores 2005 em -52 Kgs.

3º no Camp. da Europa de Seniores 2004 em -52 Kgs.

Campeâ da Europa -23 Anos 2006 em -52 Kgs.

2º no Camp. da Europa -23 Anos 2005 em -52 Kgs.

Campeâ da Europa de Juniores 2004 em -52 Kgs.

3º no Camp. da Europa de Juniores 2003 em -52 Kgs.

1ª no Torneio de Roma em 2004 em -52 Kgs.

1ª no Torneio de Leonding em 2004 em -52 Kgs.

1ª no T.Intern.Juniores da Suécia 2003 em -52 Kgs.

2º no Torneio de Paris 2007 em -52 Kgs.

2º no T.Internacional de Fukuoka 2006 em -57 Kgs.

2º no T.Internacional de Boras 2006 em -57 Kgs.

2ª no "OPEN da Alemanha 2004" em -52 Kgs.

3ª no "T.Intern. de Tampere" 2005 em -52 Kgs.

3ª no Torneio de Tallin 2004 em -52 Kgs.

3ª no Torneio de Varsóvia em 2004 em -52 Kgs.

HAICAI - Afrânio Peixoto


Afrânio Peixoto
Haicai


Arte de Resumir


O ipê florido,
Perdendo todas as folhas,
Fez-se uma flor só.



Perfume Silvestre



As coisas humildes
Têm seu encanto discreto:
O capim melado...

Dez atletas de Mato Grosso do Sul vão participar do Parapan do Rio


Dez atletas de Mato Grosso do Sul vão participar do Parapan do Rio
Segunda Feira, 30/7/2007 , 19h43
Geral - Rio
Rosinei Herrera disputará o Parapan do Rio no lançamento do dardo, peso e disco. Dez atletas de Mato Grosso do Sul vão participar das disputas dos Jogos Parapan-americanos Rio 2007, que serão realizados entre os dias 12 e 19 de agosto. O evento esportivo é voltado para portadores de necessidades especiais, e é realizado na mesma cidade dos Jogos Pan-Americanos, poucos dias depois do encerramento desta competição.
Na edição deste ano, a terceira do evento, está prevista a participação de 1.300 atletas e 700 membros de delegações, com dez esportes sendo disputados: atletismo, basquete em cadeira de rodas, natação, halterofilismo, futebol de 5, futebol de 7, judô, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas e vôlei sentado. Os atletas de Mato Grosso do Sul disputarão três esportes: futebol de sete, atletismo e judô. No futebol de sete, os atletas do Estado representam a base da Seleção Brasileira. Dos 12 integrantes da equipe, oito são sul-mato-grossenses: o volante Fermiano de Queiroz Neto (Caira), o ala direito Flávio Dino Pereira (Cemdef/Pantanal), o zagueiro e volante Gilberto Ferreira de Moraes (Cemdef/Pantanal), o zagueiro Jean Adriano Rodrigues (Caira), o atacante Luciano Gonçalves Rocha (Cemdef/Pantanal), o goleiro Marcos dos Santos Ferreira (Caira), o ala Pedro Ramão Gonçalves (Caira) e o meia-atacante Renato da Rocha Lima (Caira). Segundo o treinador do Centro de Educação Multidisciplinar ao Portador de Deficiência/Clube Paradesportivo Pantanal (Cemdef/Pantanal), Dolvair Paschoal, a maioria desses jogadores já participou de duas paraolímpíadas, em Sidney (Austrália), em 2000, quando conquistaram o bronze, e de Atenas (Grécia), em 2004, quando ficaram com o prata, e por isso a seleção é "favoritíssima" para conquistar o ouro no Parapan. “Não tem de se pensar em outra palavra que não seja favorito. Fazendo uma comparação, é mais ou menos o mesmo favoritismo que tinha a seleção masculina de vôlei no Pan. A seleção é a grande favorita a conquista do ouro, e boa parte dos craques desse time são jogadores sul-mato-grossenses”, comenta Dolvair, completando que o atacante Luciano Gonçalves Rocha, é considerado na modalidade um ‘Ronaldinho Gaúcho’, pela extrema habilidade com a bola de futebol.
Outros atletas
Além dos jogadores do futebol de sete também estarão representando o Mato Grosso do Sul no Parapan Rio 2007, Rosenei Herrera, no atletismo, onde disputará as provas de lançamento de dardo, peso e disco e Michele Ferreira, no judô. Nesta terça-feira, dia 31, grande parte desses atletas participará de uma solenidade de apresentação na sede da Fundação Municipal de Esporte (Funesp), em Campo Grande, às 10h30.

Fonte : tv morena
Radio Grande FM - Dourados, MS, Brazil

O Poema da Casa Que Não Existe - Afonso Schimdt


Afonso Schimdt
O Poema da Casa Que Não Existe
Onde a cidade acaba em chácaras quietas
e a campina se alarga em sulcados caminhos
achei a solidão amiga dos poetas
numa casa que é ninho, entre todos os ninhos.
Térrea, branquinha, com portadas muito largas,
desse azul português das antiquadas vilas
e uma decoração de laranjas amargas
que perfumam da tarde as aragens tranqüilas.

Ergue-se no pendor suave da colina,
escondida por trás dos eucaliptos calmos;
tem jardim, tem pomar, tem horta pequenina,
solar de Liliput que a gente mede aos palmos ...

Neste ponto, a ilusão, a miragem, se some;
olho para você, eu triste, você triste.
Enganei uma boba! O bairro não tem nome,
a estrada não tem sombra, a casa não existe!

Judô e atletismo finalizam homenagens na Praça das Medalhas


Judô e atletismo finalizam homenagens na Praça das Medalhas
Ao longo das duas semanas dos Jogos Pan-Americanos, 800 mil pessoas visitaram a Praça das Medalhas criada pelo Ministério do Turismo, na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Foram mais de 100 atletas e ex-atletas homenageados no espaço e 18 apresentações, shows e manifestações culturais exibidas no palco montado na praia. Na noite de ontem (29/07), no encerramento das atividades, Daniela Polzin, do judô, e mais 11 medalhistas do atletismo foram os últimos a serem homenagiados.
Para entregar flores aos atletas estavam presentes Paula Sanches e Isabel Barnasque, pelo Ministério do Turismo, e Fabio Starling e Luz Marina de Souza, pelo Comitê Organizador do Pan Rio 2007 (CO-Rio). No palco, três ouros, de Juliana Santos, nos 1500m, de Sabine Heitling, 300m com obstáculos, e Sandro Viana, no revezamento 4x100m, mais duas pratas, de Daniela Polzin, no judô, e de Marílson Santos, nos 1000m. Para completar o time, os bronzes de Fabiano Peçanha, nos 800m, Lucelia Peres, nos 1000m, Zenaide Vieira, nos 3000m com obstáculos, Alexson Maximiniano, no lançamento de dardo, de Elisângela Adriano, no lançamento de disco e, pela segunda vez na Praça, Carlos Chinin, do decatlo, e de Sirlene Pinho, da maratona feminina.
Durante a despedida, Fabio Starling, gerente-geral do CO-Rio e medalha de ouro no voleibol do Pan de 1963 em São Paulo, também foi homenageado e encerrou a cerimônia. "É uma satisfação enorme estar aqui e ver como a Praça se tornou um sucesso. Já fui atleta e entendo o sentimento deles quando pisam aqui. A importância desse reconhecimento depois de tantos meses treinando é uma motivação extra para que continuem treinando, para que façam todos os sacrifícios e, claro, para que cheguem aonde chegaram. No pódio e também agora, no palco da Praça das Medalhas", concluiu Starling.
Fonte: Mercado & Eventos - Rio de Janeiro, RJ, Brazil

A alma da tempestade - Afonso Lopes de Almeida


A alma da tempestade
Afonso Lopes de Almeida
Filho, marido, pai, — toda a trindade
Do seu amor — o Mar pôde perdê-los...
Noite de vendaval: escuridade,
Relâmpagos, trovões, atros novelos
De nuvens, fragor de ondas, atropelos
De ventos... E ela olhava a imensidade
Encharcadas as roupas e os cabelos,
Na praia, em pé, hirta na tempestade.
E ainda hoje ela uiva as maldições e as pragas,
Louca, gênio, de um ódio ingênuo e mau,
No concerto dos ventos e das vagas.
Misturam-se-lhe os lúgubres lamentos
Na noite negra, ao troar dos raios, ao
Quebrar das ondas, ao gemer dos ventos

Judo: Benfica reforça aposta olímpica com Telma Monteiro


Judo: Benfica reforça aposta olímpica com Telma Monteiro
A judoca portuguesa Telma Monteiro, bicampeã europeia da categoria de -52 kg, foi hoje apresentada como nova atleta do Benfica, numa aposta do clube em reforçar a sua presença em Jogos Olímpicos.
Na cerimónia de apresentação da atleta, o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, revelou que a integração da judoca surge no seguimento da estratégia dos encarnados na componente olímpica, passando o clube a contar com três atletas olímpicos: Telma Monteiro (judo), Vanessa Fernandes (triatlo) e Nélson Évora (triplo salto).
«Isto demonstra a nossa aposta cada vez maior no desporto e que queremos estender a outras modalidades. Além da componente olímpica, queremos trabalhar mais a formação», acrescentou o líder benfiquista.
Por seu turno, a judoca, que tem contrato com o Benfica até 2010, revelou que hoje foi um dia marcante na sua carreira, tendo agradecido ao Construções Norte/Sul, clube que assinará brevemente um protocolo com o Benfica, o trabalho que teve na sua formação.
«É um grande orgulho e espero retribuir com vitórias, já começando nos próximos Mundiais em Setembro», afirmou Telma Monteiro, acrescentando que tem agora pela frente muito trabalho para ganhar o seu lugar nos próximos Jogos Olímpicos, a realizar em Pequim em 2008.
Para explicar a estratégia recente do Benfica, Fernando Tavares, vice-presidente para as modalidades, referiu que «é política do Benfica em ter bandeiras do desporto nacional nas suas fileiras», considerando Telma Monteiro a principal referência do judo de Alta Competição.
«Já tínhamos estudado a possibilidade de entrar no judo, pelo que a Telma Monteiro não podia ser melhor porta de entrada», sublinhou Fernando Tavares, realçando ainda o futuro protocolo com o Construções Norte/Sul, num acto em que o Benfica pretende reconhecer publicamente o «grande trabalho» efectuado por este clube.
O protocolo com o Construções Norte/Sul prevê que todos os atletas da secção de alta competição deste clube passem a ser atletas do Benfica, que passará a designar-se Sport Lisboa e Benfica/Construções Norte/Sul.
Além de Telma Monteiro, farão parte da equipa os judocas Ana Monteiro, Teresa Mirrado, Sandra Borges, Sónia Fragoso, Mariana Contreiras, Rui Ferreiro, Rui Louro, Márcio Santos, Pedro Lemos, André Januário, Ricardo Campos, Rafael Cardoso, Miguel Alexandre e João Lemos.
Fernando Tavares realçou ainda a aposta do Benfica no Projecto Olímpico, sublinhando que o clube pretende ter em 2012 o dobro dos atletas que conseguir nos Jogos de 2008 e voltar a dobrar o número em 2016.
Diário Digital / Lusa
30-07-2007 20:50:40

FONTE: Diário Digital - Lisboa, Portugal

http://diariodigital.sapo.pt/

segunda-feira, julho 30, 2007


Afonso Henriques Neto
sua música soando em minha (sua) cabeça
música suando (o concreto na neblina desmaiando)
fragmento ser (fragmento galáxia)
vertigem na sensação dos ossos
placas de silêncio no labirinto deserto
sua palavra
onde?
impedido de voar
agora é a abstração da ave sem olhos
sem radar
imagem - vácuo sob morta (in)consciência
seu universo
onde?
mugir lâmpadas de meia-noite
oh radical lua da ausência
louco louco sim
linguagens todas inúteis
na pele inútil do tempo
sua energia
onde?
erráticas garras guitarras
vomitando
vomitando fetos

Leandro Guilheiro recebe homenagem em Cubatão


Quinta-Feira, 26 de Julho de 2007, 11:38
Leandro Guilheiro recebe homenagem em Cubatão
De A Tribuna On-line
O judoca Leandro Guilheiro será homenageado pela Secretaria de Esportes e Lazer de Cubatão (Semes) nesta quinta-feira, às 14h30, no Centro Esportivo Castelo Branco. O atleta conquistou a medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos na categoria até 73 kg.

"Fazer esta homenagem ao Leandro é uma forma de incentivar os alunos da escolinha de judô a continuar treinando", afirma o secretário de Esportes, Rubens Marino.
O Centro Esportivo Castelo Branco fica na Rua Embaixador Pedro de Toledo, 365, Vila Couto.
Fonte: A Tribuna - Santos (Assinatura) - Santos, SP, Brazil

A moça de Goiatuba - Afonso Félix de Sousa

A moça de Goiatuba
Afonso Félix de Sousa

Em Goiatuba
tem uma moça.
Que coração grande
ela tem.
A moça de lá
é só chamar vem.
José Godoy Garcia

Mal rompeu o dia - a moça
foi levar café com leite
para o filho do patrão.
Sentada à beira da cama,
como fez sempre, esperava,
como fez sempre, que o moço
lhe reclamasse mais pão.
Mas o moço não queria
nem pão nem café com leite.
Queria - e com que paixão
dentro dos olhos! - queria-lhe
os peitinhos em botão.
Daí o moço pediu-lhe
que se deitasse com ele
um pouco ... que assim veria
como era bom o colchão.
Mas a moça riu e disse
que não tinha precisão.
pois era dia, e de noite
já tinha dormido um tantão.
Daí o moço pediu-lhe
que ela tirasse o vestido,
depois a combinação,
depois deitasse na cama,
que era bem quente o colchão.
Mas a moça riu e disse
não estar com frio não,
que o vestido que vestia,
tirar não podia não,
que a patroa foi quem disse
que devia ter vergonha
e cobrir-se com vestido,
calcinha e combinação ...
E se foi, deixando o moço
a se torcer de paixão.
E quando foram chamá-lo,
o moço tinha dormido
e não acordou mais não.
No outro dia, antes do enterro,
mal rompeu o dia - a moça
foi colher flores no mato
para enfeitar o caixão.
e a cada flor que apanhava
dizia à Virgem Maria,
ao seu bentinho e a São João
que tantas flores bonitas
o moço ao céu levaria,
mas a troco do perdão.
Pois uma das quatro velhas
que deram banho no morto,
disse que viu nos seus olhos,
quando os fecharam, o Sujo
a dançar com danação.
E a cada flor, uma lágrima
descia pelo seu rosto,
que morrer assim tão moço
como o filho do patrão
e ainda ter de curtir pena
sera mais que judiação.
Enquanto apanhava flores
encontrou o pai do moço,
que também a buscar flores
foi colher consolação.
A moça, como fez sempre,
ao vê-lo estendeu a mão.
para assim, como fez sempre,
tomar bênção do patrão.
Ele tinha havia tempo
a mocinha em sua casa,
mas só agora é que dava
com seus seios em botão.
Sem largar a mão da moça
lhe pediu que ela tirasse
seu vestido de chitão,
que depois ia lhe dar
muitos de seda e sapatos
mais bonitos que os das outras
moças de todo o sertão.
Mas a moça riu e disse
que não tinha precisão.
que era até muito bonito
seu vestido de chitão.
Sem largar a mão da moça
o patrão lhe suplicava
que ela tirasse o vestido,
depois a combinação,
depois a calça, e depois
deitasse nua no chão.
Mas a moça riu e disse
que o vestido que vestia
tirar não podia não,
que a patroa foi quem disse
que devia ter vergonha
e cobrir-se com vestido,
calcinha e combinação ...
E daí se foi, deixando-o
a se torcer de paixão.
E quando foram buscá-lo
mais tarde, estava dormindo
e não acordou mais não.
"Que coisa, gente! Que coisa!
Mais parece mangação ...
De primeiro morre o filho,
depois vai, morre o patrão
de tanto pedir a gente
o que não posso dar não
A gente quer ter vergonha,
a gente quer ter razão
e bota o vestido novo
feito para a procissão
- os homens mandam tirar,
me mandam deitar no chão.
Esses trens são mesmo uns bobos!
Chega dói no coração.
Mas não quero que eles morram,
'tadinhos! - como o patrão.
Vou fazer tudo o que pedem
na primeira ocasião.
"E como as fontes que a todos
de beber sempre lhes dão
e como as plantas que os frutos
dão como consolação
e como o céu que as estrelas
dá a toda escuridão,
a moça de Goiatuba
se dava como se davama
o sol as ervas do chão.
E os caixeiros-viajantes
e o vigário e o sacristão
e o revoltoso de trinta
e o promotor e o escrivão
e o juiz e o médico e os loucos
e o boiadeiro e o peão
e os polícias e os meninos
e o dia todo e de noite
não parava a procissão.
Era só chamar - e vinha
como se dar o seu corpo
fosse a sua religião ...
Uma vez mal se deitava
no quintal, atrás da cerca
de moita de são-caetano,
com um peão de boiadeiro
das bandas de Catalão,
sentiu uma dor doída
que lhe subia do ventre
para o peito e o coração.
Foi andando e entrou na igreja,
pois sabia que as doenças
tão feias como era a sua
não saram, mas Deus as tira
a troco de uma oração.
Ao ver que Deus era um homem
foi levantando o vestido,
mas Cristo não a quis não.
Dor tão grande que sofria
seu corpinho tamanino
nu bem no meio da igreja
como em terna adoração!
Dor tão grande! Ela só via
o Cristo, que nem os homens,
a se torcer de paixão,
e largando o crucifixo
lhe pedir, que nem os homens,
que ela deitasse no chão.
E como as fontes que à terra
as águas da terra dão
e como as plantas que os frutos
dão a quem estende a mão
e como o céu que em estrelas
se dá de noite ao sertão,
a moça de Goiatuba
deitou ... em pouco dormia
- e não acordou mais não.

Danielle supera lesão e 3 derrotas até cumprir profecia da mãe


Danielle supera lesão e 3 derrotas até cumprir profecia da mãe
Sábado 21 de Julho, 2007 5:59 GMT

Por Mair Pena Neto

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Depois de perder três finais esse ano, a brasileira Danielle Zangrando não aguentava mais ouvir sua mãe lhe dizer que Deus estava guardando uma coisa boa para ela. Mas foi exatamente isso que lhe passou pela cabeça ao ganhar neste sábado a medalha de ouro dos Jogos Pan-Americanos, na categoria leve, até 57 quilos.
"Acho que eu estava com mais vontade de superar essas três derrotas do que ela (a norte-americana Valerie Gotay) de ganhar o ouro", disse Danielle, referindo-se aos revezes sofridos na Copa do Mundo, em Belo Horizonte, um torneio em Cuba e ao Pan-Americano de Judô. "Não queria perder de novo de jeito nenhum."
O ouro de Danielle salvou a pátria do judô brasileiro no terceiro dia de competições da modalidade, marcado pela contusão de Flávio Canto, outro favorito à medalha dourada, na semifinal da categoria meio-médio, abaixo de 81 quilos. Nas outras finais disputadas, o Brasil levou a prata na categoria leve (-73 kg) masculino, com Leandro Guilheiro, e na meio-médio (-63 kg) feminina, com Danielli Yuri. O primeiro perdeu por Yppon para o norte-americano, Ryan Reser. A segunda caiu na experiência e na categoria da cubana, Driulis Gonzalez, quadrupla medalhista olímpica.
A vitória de Danielle na final do Pan também serviu para desempatar o confronto direto com Valerie Gotay, que registrava uma vitória para cada judoca.
"Sempre tivemos lutas difíceis e estou muito feliz de ter ganho em casa, diante dessa torcida maravilhosa. Me senti dentro de um estádio de futebol", comentou Danielle, que reverenciou de joelhos a torcida, assim que a luta acabou, e passou em frente às arquibancadas jogando beijos e com o indicador levantado simbolizando o número um.
A conquista do ouro no Pan teve significado importante para a judoca brasileira, que um mês antes dos Jogos teve uma lesão no quadril que chegou a ameaçar sua participação. Enquanto a equipe feminina seguia para treinar na Europa, Danielle ficou se tratando no Brasil.
"Fiz uma artroscopia com infiltração no quadril e até para dormir sentia dor. Tinha que ir todo dia de Santos a São Paulo para me tratar e foi tudo muito difícil", contou.
Danielle decidiu, então, procurar o fisioterapeuta Nílton Petroni, o Filé, que está trabalhando no Santos, e ele aceitou tratá-la.
"Tenho que dedicar essa medalha também a ele, que me recuperou", disse Daniele, que teve na torcida 47 pessoas que vieram de Santos. "Minha família não se resume ao meu pai, minha mãe e meu irmão, mas também a amigos e primos."
Outro importante sabor da medalha de ouro para Danielle foi ter quebrado o tabu de só conquistar bronze nos Jogos Pan-Americanos, como ocorrera em Mar del Plata (95) e Winnipeg (99).
"Sempre na primeira luta pegava a cubana (Driulis) Gonzalez, que era uma pedra no meu sapato. Graças a Deus ela subiu de categoria", disse Daniele, falando da judoca cubana de 33 anos, ouro na categoria meio-médio, que enquanto lutou na leve conquistou nada menos que quatro medalhas olímpicas, incluindo a de ouro em Atlanta (96).
Danielle tem um título mundial conquistado em Tóquio, em 1995, e gostaria de repetir a dose na competição marcada para setembro, no Rio.
"Mundial é totalmente diferente e não dá para se iludir em repetir as medalhas conquistadas aqui. Mas as sete (judocas) da equipe têm condições de um bom papel para pensar depois em medalha olímpica", avaliou.
Essas duas competições (Mundial e Olimpíada) são os próximos focos de Danielle, que já começa a pensar na aposentadoria.
"Estou me programando para parar depois de Pequim, se possível com a medalha olímpica. Já me formei em direito e não posso viver do judô para o resto da vida."

Fonte: Reuters Brasil - Brazil

http://br.today.reuters.com/

A eternidade nos labirintos de Borges por Pedro Maciel


25/7/2007 17:07:00

A eternidade nos labirintos de Borges
Por Pedro Maciel


É lugar comum situar Borges como o pai da literatura fantástica latino-americana, ou como um reinventor de lendas e fábulas medievais. Em sua “Autobiografia” (1899-1970) escrita com Norman Thomas de Giovanni, Borges declara que a sua obra de estréia “Fervor de Buenos Aires”, “era essencialmente romântica.” E prossegue: “Tenho a sensação de que tudo o que escrevi depois não foi mais do que o desenvolvimento de temas apresentados em suas páginas; sinto que durante toda minha vida estive reescrevendo este único livro.” Toda literatura é uma reescritura (paródia).
No plano espiritual o autor de “Ficções” é discípulo de Chesterton, Wells, Poe, Conrad, Kafka, Stevenson, Kipling, entre outros. É comum também considerá-lo como um bruxo que habitou a torre de Babel (o universo) para investigar os mistérios do “Livro da Criação”.
Em “Esse Ofício do Verso”, organizado por Calim-Andrei Mihailescu, reunião de seis palestras consideradas perdidas pelos seus biógrafos, nota-se que a poesia é o que norteia o seu credo literário: “o fato central de minha vida foi a existência das palavras e a possibilidade de tecê-las em poesia.” Esses testemunhos foram proferidos na Universidade de Harvard no outono de 1967. Borges trata de vários temas, como os enigmas da poesia, a metáfora, o narrar de uma história, a tradução e a música das palavras. Proferiu essas palestras sem a ajuda de notas, já que a sua visão o impossibilitava de ler. Nelas, exalta os seus antepassados, os seus sonhos; dialoga com Homero, Virgílio, o Alcorão, a Bíblia e discute com os seus autores preferidos como Cervantes, Shakespeare, Keats, Poe e Whitman.
Borges mistificou os leitores ao imitar vários idiomas de épocas distintas. Escreveu ensaios sobre livros que nunca foram escritos. Inventou histórias que poderiam ser reais. Imaginou biografias de autores que nunca existiram. É antes de tudo um autor satírico, autor exemplar de idéias, arquiteto de labirintos, descobridor do fantástico no real.
Adepto da ficção absurdamente elaborada. De estilo imprevisível; alterna humor, erudição, deslumbramento e ironia. Sobre a construção de sua estética, Borges anota no prólogo do livro “Elogio da Sombra” que “não sou possuidor de nenhuma estética. O tempo ensinou-me algumas astúcias: evitar os sinônimos, que têm a desvantagem de sugerir diferenças imaginárias; evitar hispanismos, argentinismos, arcaísmos e neologismos; preferir as palavras habituais às palavras assombradas; intercalar em um relato traços circunstanciais, exigidos agora pelo leitor; simular pequenas incertezas, já que, se a realidade é precisa, a memória não o é; narrar os fatos (isto aprendi em Kipling e nas sagas da Islândia) como se não os entendesse totalmente. Tais astúcias ou hábitos não configuram certamente uma estética. Além do mais, descreio das estéticas. Em geral, não passam de abstrações inúteis...”
Estudioso do mundo metafísico, “dos mortos que perduram em mim”, da linguagem, das instituições, da pátria, do tempo, dos seres imaginários, do sonho dos heróis, da perplexidade do homem moderno, da vida que provavelmente sucede a morte.
No poema “O Nosso”, o autor argentino revela alguns temas que o perseguiram por toda vida: “Amamos o que não conhecemos, o já perdido./ O bairro que foi arredores./ Os antigos que não nos decepcionarão mais/ porque são mito e esplendor./ Os seis volumes de Schopenhauer que jamais terminamos de ler./ A saudade, não a leitura, da segunda parte do Quixote./ O Oriente que, na verdade, não existe para o afegão, o persa ou o tártaro./ Os mais velhos, com quem não conseguiríamos/ conversar durante um quarto de hora./ As mutantes formas da memória, que está feita do esquecido./ Os idiomas que mal deciframos./ Um ou outro verso latino ou saxão que não é mais do que um hábito./ Os amigos que não podem faltar porque já morreram./ O ilimitado nome de Shakespeare./ A mulher que está a nosso lado e que é tão diversa./ O xadrez e a álgebra, que não sei.”
Quase tudo já se falou do escritor que conta/canta a história da eternidade. Do ensaísta que se transforma em contista, do historiador que recupera o memorialista, do biógrafo que inventa o ficcionista e do poeta que sucede ao lingüista.
Também já se falou muito do Borges como narrador e personagem de suas histórias. Mas é o próprio Borges, autor do texto “Borges e Eu”, incluído em “O Fazedor”, que narra para o leitor os dois Borges fundamentais: “Eu permanecerei em Borges, não em mim (se é que sou alguém), mas me reconheço menos em seus livros do que em muitos outros ou do que no laborioso rasqueado de uma guitarra. Há alguns anos tentei livrar-me dele e passei das mitologias do arrabalde aos jogos com o tempo e com o infinito, mas esses jogos agora são de Borges e terei que imaginar outras coisas. Assim minha vida é uma fuga e tudo eu perco e tudo é do esquecimento, ou do outro. Não sei qual dos dois escreve esta página”.
Borges decifra a identidade do Eu através dele mesmo, no momento em que ele sabe para sempre quem é. O outro, o duplo, o infinito, o espelho, o reflexo, a reflexão, fazem parte de um jogo enigmático e que pode revelar a linguagem contida na enciclopédia borgeana.
O autor de “Biblioteca Pessoal” criou textos/variações sobre o mesmo tema para recuperar a idéia do “outro”; ele enxergou o seu outro, que é o seu eu. Na obra de Borges, os espelhos são abomináveis, “porque multiplicam o número de homens”, refletem o inferno, os crepúsculos, o não-lugar, a hora sem metáfora, os labirintos, os tigres, a dispersão do sono e dos sonhos, a misteriosa vida humana.
Borges releu a biblioteca da humanidade com o objetivo de confirmar a inexistência do conceito de originalidade e, talvez, verificar que “os grandes versos da humanidade não foram ainda escritos. Essa é a imperfeição de que alegra-se nossa esperança”.

Trecho de “O Credo de um Poeta”, do livro “Esse Ofício do Verso”, de Jorge Luis Borges

Quando escrevo, tento ser fiel ao sonho e não às circunstâncias. Claro, em minhas histórias (dizem-me que devo falar sobre elas) há circunstâncias verdadeiras, mas de algum modo senti que essas circunstâncias deviam ser contadas com certo quinhão de inverdade. Não há satisfação em contar uma história como realmente aconteceu. Temos de mudar as coisas, ainda que as achamos insignificantes; caso contrário, não devemos nos tomar como artistas, mas talvez como meros jornalistas ou historiadores. Embora suponha que todos os verdadeiros historiadores soubessem que podiam ser tão imaginativos quanto os romancistas. Por exemplo, quando lemos Gibbon, o prazer que desfrutamos dele é bastante afim ao prazer que desfrutamos da leitura de um grande romancista. Suponho que ele tivesse de imaginar as circunstâncias. Há de ter tomado a si mesmo como tendo criado, num certo sentido, o declínio e a queda do Império Romano. E o fez de modo tão magnífico que não me interessa aceitar nenhuma explicação.
(...) Quando escrevo, não penso no leitor (porque o leitor é um personagem imaginário) e não penso em mim mesmo (talvez eu também seja um personagem imaginário), mas penso no que tento transmitir e faço de tudo para não estragá-lo. Quando eu era jovem, acreditava na expressão. Eu lera Croce, e a leitura de Croce de nada me serviu. Eu queria expressar tudo. Pensava, por exemplo, que, se precisava de um pôr-do-sol, devia encontrar a palavra exata para o pôr-do-sol _ ou melhor, a mais surpreendente metáfora. Agora cheguei à conclusão (e essa conclusão talvez soe triste) de que não acredito mais na expressão: acredito somente na alusão.

Trecho de “O Narrar uma História”, do livro “Esse Ofício do Verso”, de Jorge Luis Borges

Acho que o romance está em declínio. Acho que todos aqueles experimentos bastante ousados e interessantes com o romance _ por exemplo, a idéia de deslocamento temporal, a idéia de a história ser contada por diferentes personagens _, todos eles conduzem ao momento em que o romance não estará mais entre nós.
Mas existe algo com a história, com a narrativa, que sempre estará presente. Não creio que um dia os homens se cansarão de contar ou ouvir histórias. E se, junto com o prazer de nos ser contada uma história, tivermos o prazer adicional da dignidade do verso, então algo grandioso terá acontecido. Talvez eu seja um homem antiquado do século XIX, mas tenho otimismo, tenho esperança; e como o futuro comporta várias coisas _, acho que a épica voltará para nós. Creio que o poeta haverá de ser outra vez um fazedor. Quero dizer, contará uma história e também a cantará. E não consideraremos diversas essas duas coisas, tal como não pensamos que são diversas em Homero ou em Virgílio.

Trecho de “O Enigma da Poesia”, do livro ‘Esse Ofício do Verso”, de Jorge Luis Borges

Penso que a primeira leitura de um poema é a verdadeira, e depois disso que nos iludimos acreditando que a sensação, a impressão, se repete. Mas, como disse, pode ser mera fidelidade, mero truque da memória, mera confusão entre nossa paixão e a paixão que sentimos uma vez. Portanto, pode-se dizer que a poesia é uma experiência nova a cada vez. Cada vez que leio um poema, a experiência acaba ocorrendo. E isso é poesia. (...) Uma vez escrito, esse verso não me serve mais, porque, como já disse, esse verso me veio do Espírito Santo, do subconsciente, ou talvez de algum outro escritor. Muitas vezes descubro que estou apenas citando algo que li tempos atrás, e isto se torna uma redescoberta. Melhor seria, talvez, que os poetas fossem anônimos. (...) Para concluir, trago uma citação de Santo Agostinho que, a meu ver, vem bem a calhar. Disse ele; “O que é o tempo? Se não me perguntam o que é o tempo, eu sei. Se me perguntam o que é, então não sei”. Sinto o mesmo em relação à poesia.

(Publicado no caderno "Prosa & Verso", Jornal O Globo, 17 de fevereiro de 2001)

Pedro Maciel é autor do romance “A Hora dos Náufragos”, Ed. Bertrand Brasil
pedro_maciel@uol.com.br


Fonte: Cronocópios Literatura e Arte no Plural

O Medo das Sombras - Afonso Duarte

Afonso Duarte
O Medo das Sombras
Rondam sombras pelas telhas:
Não é vento são andanças
De bruxas! As bruxas velhas
Chupam o sangue às crianças.

A mãe dorme, a filha ao pé,
Em casa de telha vã
Onde nem há chaminé;

E de interiores deserta
É toda uma casa aberta
A chuva e sol da manhã.

E a filha diz para a mãe,
Como a mãe responde à filha,

Porque este drama não tem
A mais do que mãe e filha:
— Mãezinha, que é, que é?
— Não luz vidro no soalho,
Nem há lume de tição;
Está a gatinha ao borralho.
Oh! dorme, meu coração,
Susto, filha, não te dê:
A água do bebedouro
Espelha luz que se vê.
Longe vá o mau agouro,
Benza-me a luz que nos olha:
Quem não existe não é.
O pucarinho de folha
Lá está no mesmo pé.
— Pela telha destelhada,
Minha mãe, minha mãezinha,
Voar negro de andorinha
Com risos de gargalhada!
— Água da bica, lá fora,
Corre, corre, que se chora:
Filha minha, não tens sede?
— Como peixinhos na rede,
Sombras, ó mãe, na parede!
Não é nada não é nada:
Buraco da fechadura,
Em rosa de luz coada
Será a luz da madrugada
Que vem em nossa procura.

Seletiva para Pequim do Judô será em outubro


Outros
Seletiva para Pequim do Judô será em outubro
26/07/2007 - 16:51:44 - por PC & CBJ - Final Sports

Em virtude do adiamento do Campeonato Brasileiro Sênior de judô, a primeira Seletiva para Pequim 2008 passou para nova data. A competição, que aconteceria em 29 de setembro será disputada no fim de semana seguinte, 6 de outubro.Participam dessa seletiva seis atletas: Titular da Equipe Sub-23, Integrante do Pan-Americano Júnior, Campeão Brasileiro Júnior, Campeão Brasileiro Sênior e Campeão do 6º Troféu Brasil Interclubes, e indicação da Comissão Técnica da CBJ para compor a sexta vaga. A Seletiva Olímpica Projeto Pequim 2008 (13 e 14 de outubro) permanece na mesma data.

Fonte: Final Sports - Porto Alegre, Brazil




Afonso de Freitas
Computação do Sexo

Bendito o controlado ventre
de antenas ligadas aos sintomas exteriores,
bendito o tempo, o tempo apenas,
de fetos idealmente computados para macho e fêmea.
Bendito o feto isento de neuroses
com a noção de todos os problemas,
sentindo o rumor e a paz do pássaro solitário
e das abelhas pastoreando as flores
nos campos de rosas.

Uruguay to compete in judo, javelin at World Athletics for the blind


Uruguay to compete in judo, javelin at World Athletics for the blind

Uruguay will compete in the judo and javelin competitions of the third World Athletics Games for the blind, which runs from Saturday until Aug. 8 in the Brazilian city of Sao Paulo, sports authorities said on Thursday.

The athletes had spent more than a year of effort and preparation to qualify for the competition and for the Para Pan-American Games, which run from Aug. 12 to Aug. 19 in Rio de Janeiro, said Sergio Perez, president of the Uruguayan Mutual Society for Blind and Partially Sighted Athletes.

Perez said that Uruguay may also get to host the next World Games.

The Games act as qualifying competitions for the 2008 Para-lympic Games, held in China's capital Beijing.

The Para-Pan-American Games will use the same facilities as the Pan-American Games, which end on Sunday. There will be some 1,300 athletes and 700 team members for the 10 different sports. It is the third edition of the Para-Pan-American Games. The first was in Mexico City in 1999 and the second in the Argentine city of Mar del Plata in 2003.

Source: Xinhua

Marta Cachola brilha em Belgrado


9.º Festival Olímpico da Juventude Europeia

Marta Cachola brilha em Belgrado
Judoca farense conquista medalha de bronze


A judoca farense Marta Cachola já trilha os passos da irmã Ana: conquistou ontem a medalha de bronze de -63 kg do IX Festival Olímpico da Juventude Europeia, que se disputa em Belgrado. Ao bater, numa das finais de repescagem, a alemã Sandra Manfrass, com vantagem máxima (“ippon”), a 1.39 minutos do final do combate, a atleta alcançou a segunda medalha para os portugueses no festival, depois do ouro de Irina Rodrigues, no lançamento do disco. Marta Cachola começou por vencer a italiana Giorgis (“ippon”), mas perdeu em seguida com a holandesa Alberts (“ippon”). Na fase de repescagens, foi derrotando sucessivamente Anderwald, a húngara Gulyas e a alemã Manfrass, sempre por “ippon”. “Dá muito prazer trabalhar para tentar alcançar resultados e acabar por receber uma medalha como retribuição desse trabalho. E é um incentivo para trabalhar mais ainda daqui para a frente”, comentou a jovem, de 16 anos, que representa o Judo Clube do Algarve, a quem dedicou o triunfo. A judoca confessou que tem como ídolo a sua irmã, Ana Cachola, bicampeã europeia de sub-23. “A minha irmã tem mais jeito, eu tenho mais controlo psicológico. Ela às vezes não se apercebe do valor que tem”, disse Marta, sublinhando ainda a importância do técnico Júlio Marcelino. “Isto não acaba aqui, os projectos são a longo prazo”, acrescentou a jovem, que vai fazer parte do Projecto Olímpico de Esperanças de Londres’2012.

EP / RS10:24 sexta-feira, 27 julho 2007

FONTE: Região Sul - Betunes, Faro, Portugal

http://www.regiao-sul.pt/


Cecília Meireles
Balada das dez bailarinas do cassino



Dez bailarinas deslizam
por um chão de espelho.
Têm corpos egípcios com placas douradas,
pálpebras azuis e dedos vermelhos.
Levantam véus brancos, de ingênuos aromas,
e dobram amarelos joelhos.
Andam as dez bailarinas
sem voz, em redor das mesas.
Há mãos sobre facas, dentes sobre flores
e com os charutos toldam as luzes acesas.
Entre a música e a dança escorre
uma sedosa escada de vileza.
As dez bailarinas avançam
como gafanhotos perdidos.
Avançam, recuam, na sala compacta,
empurrando olhares e arranhando o ruído.
Tão nuas se sentem que já vão cobertas
de imaginários, chorosos vestidos.
A dez bailarinas escondem
nos cílios verdes as pupilas.
Em seus quadris fosforescentes,
passa uma faixa de morte tranqüila.
Como quem leva para a terra um filho morto,
levam seu próprio corpo, que baila e cintila.
Os homens gordos olham com um tédio enorme
as dez bailarinas tão frias.
Pobres serpentes sem luxúria,
que são crianças, durante o dia.
Dez anjos anêmicos, de axilas profundas,
embalsamados de melancolia.
Vão perpassando como dez múmias,
as bailarinas fatigadas.
Ramo de nardos inclinando flores
azuis, brancas, verdes, douradas.
Dez mães chorariam, se vissem
as bailarinas de mãos dadas.


(in Mar Absoluto e outros poemas: Retrato Natural. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1983.)