segunda-feira, dezembro 04, 2006

Mané Fulô por Cecília Prada


2/12/2006 14:21:00
Mané Fulô
Por Cecília Prada
(Baseado no conto “Corpo Fechado” de João Guimarães Rosa –incluído na antologia “Quartas Histórias”, org. de Rinaldo de Fernandes – Garamond, Rio, 2006)




As coisas que se passam nesse sertão que por aí, ninguém sabe ao certo. O sertão é a terra do espicha-beiço, do diz-que-vale. De todos-falam, ninguém-sabe, reparou? Terra das coisas que crescem no sem-mais, ampliadas verdades, no cada-dia. Mesmo porque, me diga, onde é o sertão hoje? Que tem, por aí, ainda tem, por esse Brasil afora, tão grande. Aquilo que só se sabe, se adivinha, de escuro, de fechado, longe e impossível. Mas este lugar agora, Laginha, que era sertão antes, não, não agora. Depois da barragem, depois da BR que passou por aí, não se sabe mais, já viu sertão de verdade com TV, com as pessoas ficando em casa para ver novela? O sertão ficou foi nas estórias da gente, as lembradas pelos velhos, dos outros tempos.
De Mané Fulô, então? Me lembro. Até conheci, morreu muito velho. E ouvi muitas vezes, me disseram, essa estória então, de tantas vertentes...que anda por aí, engrossada até. Daquele menino, sim, mofino e tristinho, encorujado de nascença, parecia, o Manezinho que ninguém dava nada por ele, gente dos Véiga, tudo meio bicho-do-mato, às vezes juntavam dois num burro mambembe, vinham vender no povoado um cacho de banana-ouro, meio saco de polvilho, umas coisas. O menino enfezado,sim, que vinha da roça com a mãe, viviam aparecendo na casa do Coronel Peixoto - o daquela casa grande, oito janelas fechadas dando para o pátio da igreja, oito janelas escancaradas para o largo, vistosa, reluzindo nos caixilhos verdes, na lisura do reboque retocado todo o ano.
Diziam que era filho natural do Coronel. Dos tantos.
A mãe empurrava o menino, “toma a benção do Padrinho”, ele se enroscava, tosco e transido, se esfregando no batente da porta, amassando sem jeito um boné de brim pardo, muito sujo.
Um menino que nunca ninguém ouviu falar, naquele tempo, nunca. Paresque que nem tinha voz. Que de vez em quando levava uma moeda jogada pelo padrinho coronel num quase nojo, “toma aí, ô moleque”.
Mas que ia crescendo, muito magro, de olhar enviesado. De
prosa pouca no normal, depois se desenrolando aos trancos, no botequim - ia crescendo nele uma animação, pegava até a conversar com qualquer um. Dizem até que, já homem, se pegou de amizade com um moço-doutor, médico, que veio da Capital e morou uns tempos em Laginha, um que gostava de puxar prosa com todo mundo - meu pai contava, que eu era menino nesse tempo, sabe. Diz que de repente, no meio da conversa, esse moço-doutor puxava de um caderninho preto de capa de oleado, tomava nota de tudo - meio estranho, ele. Por aqui já passou muita gente.
Assim que, parecia, tivesse dois Mané Fulô - um que era aquele meio-traste de se ver, miúdo, baixinho mesmo, coisa de pouca valia, quieto e de olhar enviesado, que ficava num canto de sala, de igreja, de praça, com uma espécie de cisma. Diz que depois de crescido, mocinho, ficava tempão na esquina da casa do Coronel, olhando fixo o batente da porta principal, sempre aberta como é costume da gente daqui. Como se quisesse entrar, sozinho, sem a mãe que já tinha morrido, se dirigir ao Coronel....Gente fala demais. Me diga, como é que podiam saber o que ele pensava, me diga? No que sim, é que naquela conversa palrada que começou a desenvolver no botequim, crescia, em arroubo e imaginação - deu para arrotar umas grandezas que nunca teve, como a estória da égua que comprara de um bando de ciganos, no engano, desmerecendo pra comprar barato. Pois já viu alguém enganar cigano em matéria de cavalo, seu? Certo é que era uma egüinha meio boa, empinadinha e de trote ligeiro,matreira - diz que sabia tão bem o caminho da casa, na roça, que levava Mané direitinho, pateava abrindo a porta, despejava ele na cama para curtir a bebedeira. Se chamava....deixa ver que estou meio esquecido, olhe uns diziam que se chamava, a egüinha, Beija-Fulô, ou alguém me disse Florzinha?...ora, que importância tem? Tem. Tem, sim. Teve muita, essa égua, em toda a estória que veio depois, com os desenvolvimentos. A gente tem de contar as coisas como elas são - mesmo porque tudo é impreciso, e ninguém sabe de nada, nada mesmo, o senhor não acha, mesmo eu, mesmo o senhor, como é que se pode contar o assim por-dentro das pessoas, como elas eram, o que ele, Mané, aquele menino enfezadinho, aquele moço calado, aquele bebum de conversa destampada...ninguém não sabe direito, por isso tem de contar no mais certo que se pode, o nome da égua.
Porque a Beija-Fulô - e não a Dasdor, como disseram depois - foi o verdadeiro amor daquele homem, tou certo. Não sei se dá para compreender, hoje, que só carro é que vale. Mas naquele tempo, ter um cavalo...pense bem, o sujeito , e um sujeito que nem Mané, Mané Fulô falado, veja bem só, que nome, então um Mané Fulô qualquer, que andando por aí, apeado e transido se esfregando em batente de porta, mal falando...e um dia, sabe-se lá como, descobre que pode aparecer rompendo no povoado na hora da missa solene do domingo, chispando casco na ladeira diante da igreja, e vir se pôr de fronte alta no futing do largo, ele, olhado, visto - pela primeira vez. Dá para imaginar?
Dali por diante foi meio-centauro, até aquele fim, que é conhecido, o senhor decerto já sabe, mas foi assim, na nova identidade achada, o complemento, homem-cavalo, que começou a se destravar. A vir, impávido, para as reuniões da homarada, no botequim, cada vez mais falante. Se encontrava então um forasteiro, um ouvido emprestado, não parava mais. Foi assim com o moço-doutor, aquele alto e míope, de riso bondoso,que veio da Capital e morou uns tempos por aqui. Parece que sempre querendo mesmo ouvir as estórias do sertão, sabe? Já falei, dizem que tinha um caderninho de capa de oleado...me esqueci do nome dele, mas foi importante nesta estória, de Mané Fulô, que estou querendo le contar.
Que é mesmo uma estória de transformação, de como-é-que-aquele sujeito...A gente se admira, depois. O que eu acho, também já vivi tanto, é que a gente, nós todos, é que nem desenho de menino num caderno, que primeiro nem sabe fazer, só uns traços, a lápis, borrão. Depois vai enchendo de cor, de linhas, de tanto rabisco, vai somando céu e estrela, mãe, pai, a vizinha do lado, chaminé de fábrica, carro, avião, foguete, polícia...Estou falando de menino de hoje, feito meu neto. Naquele tempo, o do sertão, o dos homens do sertão, era menos coisa, nem polícia não tinha - Laginha era quase uma terra de ninguém, assim largada, nem o Coronel Peixoto, aquele do casarão da praça, para impor respeito, com jagunçada, como se fazia antes. Sozinho e velho, os filhos doutores, na cidade, as filhas casadas. Por isso, nem mais que por isso Mané Fulô se agarrava com aquelas manias, de contar prosa, de se dizer “sangue de Peixoto” - que antes, no tempo do Coronel moço e prosa, era sangue de se temer....Manezinho dos Véiga insistia. Gastava muita conversa, na venda.Dizem que tinha mesmo mania de ficar contando do que sabia, dos valentes do sertão brabo, de outrora - do Bejo e do Miguilim, do Adejalma. Do Zé Boi, tão valente, mil brigas, que tinha caído de um barranco e quebrado o pescoço, e, veja, o próprio Miguilim, que era o pior deles, não foi depois morrer gemendo entortado de artrite, na cama?
É como lhe digo, cada qual cumprindo seu desenho, na vida. E o do Mané Fulô, que afinal tinha de cumprir o seu – que as coisas, quando têm de acontecer já vêm escritas, tudo no miudinho dos dias da gente, tal qual. O senhor não acha? E todos nós somos iguais – que temos todos, embutido, um outro personagem, dentro de nós, de nossa mesmice, paresque. E aquela figura enfezada e meio ridícula, metro e sessenta se tanto, do Manezinho, nascido encorujado, meio bobo-de-fazenda... e tinha de existir uma Beija-Fulô – ou Maria Dasdor, quem sabe, mas desta pouco se falou pra dizer a verdade, não sei se é estranho, mas a besta, aquela Beija-Fulô ou o que sei lá, a besta é que foi a peça importante – se não fosse ela...
Porque foi com ela que o Toniquinho das Pedras, às vezes também chamado de Toniquinho das Águas, se engraçou – com a besta, a egüinha. Foi, sim. Aquele Toniquinho benzedor, meio feiticeiro, diziam. Que era, veja só, o maior inimigo do moço-doutor, que vinha lá da Capital com remédios e receitas tirar sua freguezia. Toniquinho das pedras-águas, que não fazia receita no papel, mesmo porque não sabia escrever, mas benzia, tratava de tudo, aconselhava que ninguém devia tomar remédio de botica, só o “cordial” que ele mesmo preparava, cobrando muito baratinho. E olhava feio, de arrevezado, para aquela amizade de botequim que Mané Fulô ia pegando, meio visguento, com o doutorzinho - o único que dava aquela trela toda pra ele.
Pois tem isso - quer que lhe diga? Esta estória que o senhor sabe, que corre por aí, mil vertentes, cada um que acrescenta o de seu, o como acha que de verdade aconteceu...que foi um dia que ficou, em Laginha, o dia em que o Mané Fulô ...o senhor sabe. Mas por mim, tem vez que penso: será que o Toniquinho, quem sabe não estivesse de compadrio com o tal do Targino. Não tivesse mesmo chamado o Targino, quem sabe,pra meio que resolver o seu negócio da besta chamada Beija-Fulô...podia ser, não podia? Pois olhe...e a gente falando até parece que esclarece mais as idéias, não acha? Que vai descobrindo pouco-que-pouco o que vem sempre escondido nas dobras de todas as estórias, que nunca são aquilo que dizem que são, que as pessoas contam...Bem que dizem que quem conta um conto acrescenta um ponto. Há!há!
Mas não vou acrescentar, não tenho tenção. Só meu pensamento dessa estória, tenho direito, não tenho? Porque tem coisa...le falei, por exemplo, que só o doutorzinho dava trela pra Mané Fulo, no botequim...mas pense bem - se as pessoas, no depois do acontecido, sabiam contar tão bem o que Mané falava, assim, nos pormenores da fala, bem, é porque se não davam trela, davam ouvido, pelo menos. E nessas coisas, de ouvidas, diversas se grudavam já naquela altura na figura mirrada sem jeito do manézinho lá de trás, do começo da vida...eu não lhe disse, a gente vai se formando é que nem desenho do meu neto, primeiro só tem rabisco, depois, tem nuvem, casa, trovoada e tiro, mulher...No caso bem concreto do Manezinho, teve a besta, a mulinha bem-amada.
E o tal do “sangue de Peixoto”, sim, eu acho - uma reserva de paixão? Ele já ia fervendo meio disparado, paresque, na fala, na vontade pelo menos, do Fulô, que não era branquelo nem perrengue como esses Véigas...dizia assim, dizia mais, sou mesmo é Peixoto, raça de gente brava...e que não viessem mexer com ele porque não levava desfeita pra casa, e que pra desaforo grosso a sua Beija-Fulô não dava condução.
Dizia. E às vezes até dizia muito,arrenegando, que só queria três coisas na vida, que eram uma sela mexicana para arrear a Beija-Fulô bem merecida e pimpante, no dia de domingo...- e essa sela, sabe quem tinha? Pois veja como as coisas se amarram. Como se armaram. Era o Toniquinho que tinha a sela linda e virgem de uso, pra quê queria se não tinha a égua do seu desejo?...Coisas assim. Também, dos outros desejos, mais dois, de Fulô: ser boticário ou chefe-de-trem-de-ferro, fardado de boné, que ele dizia...nada feito, como podia? O homem nem sabia ler. E o que lhe sobrava, já iam vendo, era a raiva, só uma raiva, meio ridícula no começo, mas depois um ódio que ia crescendo nele - do Toniquinho. Ou da vida, se pode pensar.
A Maria Dasdor? O senhor sabe como dizem, que alguém entrou na estória como Pilatos no Credo? Foi assim. Eu acho. Pretexto, talvez fosse, para a intervenção do Targino? Como disse, nunca se sabe ao certo, no fundo das coisas. Mas, siga o meu raciocínio, acha que se houvesse compadrio, conluio mesmo do Targino com o Toniquinho das Águas - como eu acho...acha que Targino, meu Deus! aquele valentão que vez em quando assombrava o sertão naquele tempo, sujeito feio como defunto vivo, magro de magreza de ruindade, gasturento como faca em nervo, revólver sempre pronto no dedo,então, sujeito assim, acha que ia se apresentar sem mais na porta do botequim naquela tarde, com tenção de tomar à força do Manezinho, meu Deus, uma mula? Égua que fosse, sei lá....
O que sim, de verdade, é que Manezinho noivara. No comum das coisas. Vai um dia, repimpado na Beija-Fulô, descendo a rua do Rosário, reparou numa mocinha bem posta, de olhos gateados, na janela. Assim como quem espera marido. Ou noivo. Mané passou, voltou, repassou - essas coisas, normais, que assim se procederam. Tinha gente que nem acreditava, zombava. Mas a moça até ia pedindo dinheiro pra bordar o enxoval, costume de Laginha - moça solteira era desgraça certa, obra boa contribuir prô casamento. Nem que fosse com aquele meio-traste do Manezinho-da-Mula - como já ia sendo chamado.
Agora, o que eu acho que foi cena de não se perder mesmo, de estapafúrdia, portentosa - deve ter sido aquele momento, do Targino, o Targinão, o brederodes, o diabo do sertão, se apresentando na porta do tal boteco, enquadrado, botando a voz no diapasão certo, largando: Mané Fulo tenho um particular, com licença de seu doutor...Porque foi então que de fato a estória começou. Veja bem, o que dizem...verdade que com essas estórias de antigamente, com tanta coisa de contada e passada, nunca se sabe se foram ao certo assim, já lhe disse, se quem contou...Ou se foi arrumada. Bem arrumada, pelo menos - pois assim me disseram, que o Targino, Targinão magrelo e feio, apareceu na porta do boteco mesmo no instante que Mané tava é se gabando prô moço-doutor, coisa que assim meio conversa de bêbado, que queria acertar um tiro bem no meio da fuça do Toniquinho, morre no meu pinguelo, seis tiros, se fizer algum caborje prá riba da minha neguinha Beija-Fulô....E porque era sangue de Peixoto, e coisa e tal...
E como lhe digo - naquele momento, mesmo, o Targino ensombrando a quadratura da porta do botequim, o vozeirão encavado, Mané Fulô, um particular...não é demais?
E aí, no instante, cadê o mané-valente de instante-antes, hein? Nada. Nadinha. Diz sim que derreado, escorregado pra beira da cadeira, paresque querendo se levantar, num respeito até?...meio curvado em mesura, desorganizado, foi cantando, mão estendida até, boa-noite seu Targino, com´passou?
Targino foi direto às falas. Peremptório e horrível:Escuta Mané Fulô, a coisa é que eu gostei da Dasdor, e venho visitar sua noiva, amanhã, já mandei recado avisando ela...E que ele ficasse quieto, era coisa de um dia só, capricho, que depois eles até podiam casar que nem se importava. Mas se não...
E Targino ria um riso soturno, gélido, como de um carrasco manchú. Depois, sem mais cortesias, virou-se e foi-se. O que ficou foi uma confusão, de destape, de todo-mundo falando ao mesmo tempo, magotes de gente reunida na esquina, coitado do Manezinho, coitada dessa moça...Diz que o moço-doutor saiu amparando Mané, que chacoalhava de medo. Que foi levando ele pra sua casa, já insuflando uma coragem que ele sozinho que nunca que ia de ter, mesmo. Que foi falando palavra gorda, dessas muitas, coisa de amor, honra, herói, obrigação, que sei lá - palavras de doutor. Diz que, sei lá, chegou a falar assim por que Mané não ia pedir proteção prô Coronel Peixoto, mesmo...pois não era sangue de Peixoto?
Mané desconversou, disse que não amarrava cavalo com ele...égua,mula, no seu caso?
Quem ouviu atrás da porta da casa do seu doutô - e que teve gente ouvindo, teve - diz que aí o moço da Capital entrou rijo na estória. Na invenção, que essa é danada de boa com gente de instrução, dizem. Diz que o moço foi falando, daquele jeito manso, manso, com o Mané, botando ele pra dormir feito menino, não se preocupe não, mano, vamos inventar um meio de enganar o Targino....Que Mané, caindo de sono de bêbado, ainda ia teimando no desespero, qual, seu doutô, adianta não, Targino é bicho danado de ruim...
Aí que acordaram todos naquele dia que ia marcar história em Laginha. O doutor levantou cedinho, disse que ia tomar providências. Foi. Diz que foi falar com um Coronel, não o Nhô Peixoto, não, que esse não comandava mais a reza, velho e cansado, mas tinha um outro coronel, ou meio-coronel, chamado Melguério. Só que o chamavam de berda-Merguério... Ouviu, fez que nem era com ele, não tinha gente pra pegar o Targino à unha....ninguém não tem sopro pra esse homem...
Foi ao Vigário, o doutor, pediu. O reverendo olhou para cima, com jeito de virgem nua rojada à arena. Prometeu rezar.
Então o doutor, desanimado, temendo já pela própria pele, voltou para casa, verrumando as idéias para ver se surgia alguma. Mané Fulô não tivera coragem de pôr a cara para fora. Os Véiga, sabe-se lá como, haviam acorrido, solidários - mas adiantava, gente tão perrengue? Um Véiga mais velho, barbaçudo, chamou o doutor para o canto. Que aconselhasse o Manezinho a não fazer nenhuma besteira, entregasse o caso a Deus,não se metesse...E a moça era boa, a gente esquece, faz de conta que não aconteceu nada, é que nem casamento com viúva...
Maria Dasdor adoecera de tanto pavor, sozinha com a mãe, chamando pelo noivo...Targino ainda não aparecera - tivesse desistido, quem sabe? O dia avançava, na expectativa. Até que aconteceu : aquilo que ninguém esperava. Que o pedreiro que respondia pelo nome de Tonico das Pedras, ou Tonico das Águas, aquele que tinha fama de feiticeiro...e tinha também uma sela mexicana encostada por falta de animal, e cobiçava a Beija-Fulô, o grande amor do Manezinho Fulô...O senhor está vendo como são as coisas?...Bem, o próprio, o Toniquinho, apareceu de repente lá na casa do doutor, pedindo pra falar com o noivo desonrado. E se trancaram no quarto que dava para a sala, num escuro de conversa enrolada que ninguém por mais que se esforçasse conseguia ouvir direito. Só uns entortes de entonação, um ir-e-vir feito marulho de água, dava pra entender que o Tonico insistia, veemente, o Mané negava, gago, relutante.
Mas de repente, a porta do quarto se abriu e surgiu o Tonico, muito cínico e sacerdotal, pedindo que lhe trouxessem agulha e linha, um prato fundo, cachaça e uma lata com brasas. Aí Mané Fulô apareceu também, mais amarelo do que nunca, amassado, sofrido. E foi dizendo assim: que era pra entregarem a Beija-Fulô prô seu Toniquinho, que ela agora era dele.
A veigarada caíu no choro - aquilo era um testamento, um último pedido de quase-defunto. Mas os dois donos da besta voltaram a se trancar no quarto, com os aviamentos, ficaram lá bem uns vinte minutos.
Enquanto isso a hora, suprema, do encontro, se aproximava. A tensão, no ar, era coisa como de tempestade iminente. A cidade se engolfava em murmúrio, já vinham pressentidos os passos fatais, bicho-papão que vinha vindo, implacável, seu Targino – cochichavam – já tinha saído de sua casa dependurada no morro. Vinha que vinha, mesmo, buscar Maria Dasdor.Fechem as portas e as janelas, que ele ai vem, vai passar mesmo por aqui, na frente da casa!...
Nisso, abriu-se de novo a porta do quarto, Mané Fulô veio primeiro, teso, meio sonâmbulo, parecia. Diz que tinha um brilho esquisito no olhar. Seu Toniquinho das Pedras vinha depois, perguntando já – que coisa! – pela Beija-Fulô. Mané passou sem ver ninguém pelas mulheres que rezavam, pelos irmãos. Um deles até interpelou o Tonico, o que o senhor foi fazer com meu irmão? E Tonico, no retruque: Fechei o corpo dele. Não careçam de ter medo, que para arma de fogo eu garanto.
E assim foi que Manezinho naquele dia saiu para enfrentar o maior bandido da região, desprovido de garrucha, só com uma faquinha quicé quase canivete...O outro, armadão e terrível, vinha lento, com caminhada de dono da rua e do mundo. E
decerto se espantou quando deparou, do outro lado da rua deserta, com a figura ridícula do noivo da Dasdor. Do ex-dono da Beija-Fulô. A dez metros do inimigo Mané parou – enquanto por trás das persianas todos olhavam, não acreditando...e rompeu num palavrão tamanho, que envolvia a mãe do valentão.
Targino puxou o revólver, pronto, enquanto os insultos se cruzavam no ar, piolho, sujeito idiota, cachorro...Por cima de tudo – se ouviu! – um grito de voz diferente, engrossada, que saía da garganta do Manuel dos Véiga, incrível, do Manezinho?...Atira, diabo, que eu estou fechado e a tua hora já chegou!
E cresceu, grandioso, para cima do inimigo.As balas do Targino ecoaram cinco vezes, rua afora – por trás das persianas todos se abaixaram, rastejando, querendo sumir chão a dentro. O choro das mulheres era mais um uivo de animal ferido, na reza pela alma do Mané Fulô. Quando se fez um silêncio, foram todos arriscando um olhar, pelas frestas – e lá estava Targino, fixo como um manequim. E Mané Fulô dando cabo dele, o esfaqueando bem na altura do peito. Targino foi se vergando, conhecendo o chão, lambuzado na poeira – desviveu, num átimo, parece que num espanto. Foi o que disseram.
E o que viram, num espanto maior, todos os que das casas, das ruas laterais, do largo, acorriam para a cena do encontro – que, crescido, de corpo pela primeira vez endireitado, como quem toma posse enfim da vida, aquele mesmo Mané dos Véiga, dito Mané Fulô, até Mané da Mula, o Manezinho, aquele encorujado de nascença, se virava, distanciado do corpo inerte do Targino, mudava seu rumo, possuído de uma energia nova, impava, atrevido, galgando no passo decidido e ritmado o ladeirão que ia dar no largo da Matriz. Como quem fosse se desencumbir de tarefa maior.
No que, chegado ao largo, foi avançando muito firme, pelo meio da aléia central do jardim. Primeiro, como quem fosse à igreja – achavam? Mas depois, no último lance, se desviando e encarando, desafiador, aquela casa grande, oito janelas fechadas dando para o pátio da igreja, oito janelas escancaradas para o largo, vistosa, reluzindo nos caixilhos verdes, na lisura do reboque retocado todo o ano. A casa do Coronel Peixoto.
E ali chegado, já não mais o transido menino a quem atiravam uma moeda para que aparasse no ar – se quisesse. Não, nem o mocinho tímido, o rapaz enfurnado e tristonho, nada, nem o bebum choramingas e covarde, nada. Mas sim, o homem. O homem recém-nascido do cadáver do valentão Targino que lá embaixo na rua poeirenta se descompunha. E esse homem avançava pela porta da frente, sempre escancarada – como se o esperasse, seria? e com um pontapé violentava a porta intermediária, do corredor, a que dava para a sala onde entrevado, na cadeira de rodas, aquele que fora o temível Nhô Peixoto que ninguém em outras eras ousava contrariar, vegetava, desvalido.
E que então – de todo o ódio acumulado naqueles anos todos de Mané, bastardo, miserável e sem direitos, a faca, quase um canivete, que trazia hirta na mão, e ainda ensangüentada, se escapou, atirada. E numa trajetória afiada foi atingir, certeira, a jugular do seu único, irremediável, implacável inimigo.
O sangue jorrou, de um vermelho vivo e pungente, uma sangueira sem limite, escorrendo pela roupa, pela cadeira, pela parede e pela casa do Coronel, pelo largo e pelo povoado. Ensanguentando até mesmo esta estória - sangue de Peixoto, sem contestação.


Cecilia Prada é paulista. Ficcionista e jornalista, têm três livros publicados. Ganhou o prêmio Revelação de Autor da APCA-1978 e o Prêmio ESSO de Reportagem-1980.
E-mail: amaralprada@uol.com.br

Chubby cop ousts towering Iranian to keep heavyweight title

CHUBBY CHAMPION: Japanese judoka Yasuyuki Muneta (right) pushes down Mohammad Reza Rodaki of Iran during their final match in the men's over 100kg class on Saturday. – AFPpic

Chubby cop ousts towering Iranian to keep heavyweight title

PINT-sized Japanese policeman Yasuyuki Muneta survived a contest of David and Goliath proportions to retain his men's heavyweight judo title at the Asian Games on Saturday.
Muneta, whose chubby appearance has earned him the nickname the “Fighting Teddy Bear”, gave up 30cm in height to Iran's Mohammad Reza Rodaki, but the Tokyo law enforcer outmanoeuvred his hulking opponent to become only the third man to retain an Asian Games judo title.
“Usually I try to win with an ippon to take the contest with one throw but this time I couldn't so I just had to keep on going,” he said.
Sae Nakazawa also won gold in the women's 78kg class, putting Japan on course to achieve their goal of overhauling South Korea for second place in the final Games medals standings.
“I was so happy that I won,” said Nakazawa. “This is my first time participating in the Asian Games.”
After a poor world team championship in Paris in September, where neither the men nor women's team reached the final, and without Olympic champions Keiji Suzuki and Ryoko Tani, there had been questions over the quality of the Japan team for Doha.
Teenager Satoshi Ishii, who became the youngest national champion in Japanese history this year, failed to add to the gold rush as Athens Olympic silver medallist Jang Sung-ho struck back for South Korea to win the half heavyweight final.
The Chinese inevitably got involved too, with Tong Wen using her 132kg to great effect with a contest-ending ippon after just 67 seconds against Mongolian Tserenkhand Dorjgotov.
The pick of the ties was the last, however, when former world champion Muneta, having already out-witted a couple of granite-jawed giants, took on the 2.02m muscle-bound Rodaki.
At first it looked as if the Iranian's strength and probing kicks would prove too much for Muneta, but with a combination of speed and solid ground defence he managed to use the bigger man's bulk against him and after three minutes was ahead in the contest.
“I'm not bothered by the difference in height, you need to do your own judo, stick to your own game until you win,” said Muneta, who joined compatriot Yukisama Nakamura and Korea's Chung Hoon-Yong in retaining a men's Asian Games title.
Nakazawa was adjudged the champion of the women's under 78kg class when 10 minutes of fierce fighting with South Korean Lee So-yeon could not produce a winner.
The 23-year-old bundled her more experienced opponent over as time ran out to force 'golden score' overtime, winning on a split decision from the three officials when another five minutes could not separate them.
“I thought that time was out when my opponent beat me in the final second,” said South Korea's tearful silver medallist. – Reuters

Fonte: Malaysia Star - Malaysia - http://thestar.com.my/

FALECE MITSUGU IWAFUME

Jodo-ga-hama in Miyako, Iwate
Circular no. 098/2006

Belo Horizonte, 04 de dezembro de 2006.

De: Federação Mineira de Judô
Para: Filiados / Imprensa
Assunto: NOTA DE FALECIMENTO

Comunicamos o falecimento do Prof. Mitsugu Iwafune no dia 30 de novembro de 2006.
Foi enterrado no Cemitério da Colina no dia 01 de dezembro de 2006 as 16h.

Tivemos a oportunidade de entrevista-lo para o nosso site: www.judomineiro .com.br, durante o ano de 2004. Um dos maiores nomes do judô mineiro, que após uma grande ausência retornava ao nosso convívio. Para a Federação Mineira de Judô, foi de suma importância resgatar o ilustre professor e seus alunos. Foi o responsável técnico pelo judô da Sociedade Mineira de Cultura Nipo Brasileira, filiada na FMJ/CBJ.

Nome: Mitsugu IwafuneNascimento: 04/04/1933Filiação: Takeo Iwafune (pai) e Sume Iwafune (mãe) Nacionalidade: japonesaNaturalidade: Miyako, Província de Iwate (Miyako é uma cidade litorânea que fica a aproximadamente 650 km de Tóquio, ao norte do Japão) Grau de Escolaridade: Superior completo. Graduado no curso de Política-Econômica pela Universidade Takushoku, Tóquio. JM - Quando iniciou no Judô?
IWAFUNE Iniciei a prática do judô quando tinha 10 anos de idade, no ano de 1943.

JM - Quem foi o seu primeiro Sensei?
IWAFUNE - Meu primeiro professor foi Koichi Shimizu (7o dan).

JM – Quando foi a sua graduação para 6. Dan?
IWAFUNE – Foi conferida pela CBJ em 1o de março de 1981.

JM – Onde?
IWAFUNE - Na cidade do Rio de Janeiro.

JM – Quais foram os principais títulos conquistados desde o início da carreira?
IWAFUNE -Campeão do Torneio Provincial de Iwate/Japão
-1964, Campeonato Mineiro, Belo Horizonte.
-1964, Campeonato categoria peso leve (4o dan) -Campeão categoria leve e absoluto, Campeonato Mineiro – Juiz de Fora
JM - Quando veio para o Brasil?
IWAFUNE - IWAFUNE Em julho de 1959 vim para o Brasil, juntamente com uma leva de imigrantes no navio Burajiru Maru. Após a chegada em Santos, fui morar na cidade de Itaquaquecetuba, no interior de São Paulo.

JM - Qual o trabalho que fazia na época?IWAFUNE - Professor de japonês na Associação Japonesa da cidade. Todos os dias, após as aulas, ensinava Judô para vários jovens brasileiros e nikkeis da colônia japonesa. Em 1962 mudei-me para Poços de Caldas e, como contratado da Prefeitura Municipal, busquei transmitir a arte e a filosofia do Judô para brasileiros e jovens nikkeis também da colônia.Em 1964 fui contratado pela Usiminas na cidade de Ipatinga. Diariamente, após o expediente de trabalho, dava aulas de Judô na Associação Esportiva e Recreativa USIPA.Em 1969 mudei então, para Belo Horizonte,onde fundei a academia “Campeões Judô Clube” e foi lá onde fiz muito amigos e formei vários alunos, que futuramente tornaram-se professores desta arte. JM – Quais foram os seus principais atletas? IWAFUNE Almir Graciano, Jorge Augusto Travassos, Alexandre Matsushita, Hidehiro Obata Júnior, Masaru Takeda, Paulo

Okano, Sebastião Sidney Soares, Carlos, Augusto Karam, Roberto Karam, Henry Karam, Domingos Nogueira de Souza Neto, Paulo da Silva Nogueira Filho, Eduardo Guilherme Joviano dos Santos. JM - Enumere 3 principais alegrias com o Judô.IWAFUNE 1.Satisfação por ter escolhido o Judô como esporte favorito, praticando-o com muito amor e vigor. Foi no Judô que pude absorver todos aqueles ensinamentos que fizeram de mim uma pessoa equilibrada física, mental e espiritualmente. 2. Ter participado dos Jogos Universitários Japoneses durante 3 anos consecutivos.3.Oportunidade de ter transmitido a arte e a verdadeira filosofia do Judô a todos os alunos com quem convivi, e ter aprendido imensamente com todos eles. JM – O senhor tem filhos no Judô?IWAFUNE – Sim, Carlos Takehiko Iwafune: - Faixa preta, 2o. Dan, tendo como seus principais títulos:- Campeão Belo Horizontino, 1970~1987- Campeão Mineiro, 1970~1987- Campeão Zonal Brasileiro- Campeão Olimpíada do Ministério da Indústria e Comércio, 1978- Campeão Peso Leve e Absoluto, 1978- Vice-campeão Brasileiro Estudantil, 1977 Márcio Nobuharu Iwafune- Faixa preta, 3o. Dan- Campeão Belo Horizontino, 1970~1987 (infantil, infanto-juvenil, juvenil), (júnior e sênior) - Troféu “Melhores dos esportes especializados”, Jornal de Minas, 1974~1976- Campeão Brasileiro, 1979, 1981, 1982, 1983, 1984 (estudantil, juvenil, (júnior, sênior e universitário).- Professor de Judô e Defesa Pessoal da Academia de Polícia Civil de MG, 1980~1981- Atleta da Seleção Brasileira na Copa Internacional de Judô, 1980, Japão- Campeão Sul-americano, 1982, Argentina- Vice-campeão da Seletiva Brasileira para os Jogos Olímpicos de Los Angeles em 1984- Curso Técnico no Instituto Kodokan de Judô no Japão, 1994, 1995, 1996

JM – Por que o senhor e seus alunos afastaram da FMJ?
IWAFUNE - Eu me afastei porque não estava concordando com as medidas adotadas na época e apesar do imenso amor pelo judô, preferi evitar polêmicas maiores.

JM – O senhor que acompanhou praticamente toda a vida da Federação Mineira de Judô desde 1969, qual a sua opinião sobre a nova Direção da Entidade?
IWAFUNE - Apesar de não estar acompanhando de perto, eu acredito na competência, seriedade e ética da atual administração. O judô mineiro está a caminho de um trabalho de reconstrução de sua identidade.JM - Qual é o seu sonho ainda no Judô?
IWAFUNE Meu sonho é ver vários judocas mineiros se sobressaindo no Judô nacional, tornando-se atletas com capacidade de representar o Brasil com muita graça nos Jogos Olímpicos.

JM - Que mensagem o senhor poderia passar para os novos judocas de Minas Gerais?
IWAFUNE - Desejo do fundo de meu coração que todos os judocas mineiros aprendam corretamente o verdadeiro espírito e filosofia do Judô, nunca esquecendo seus princípios, treinando bastante e sem desânimos. Judocas mineiros, busquem sempre ser atletas espiritualmente e mentalmente equilibrados e procurem vencer e superar todos os obstáculos, sendo verdadeiros vencedores não somente neste esporte como também na vida.
JM – No dia 11 de dezembro de 2004 durante o exame de faixas pretas e graus superiores no Dojo do Minas Tênis Clube, a pedido do Presidente da Federação Mineira de Judô, prof. Geraldo Brandão de Oliveira, o Presidente da Confederação Brasileira de Judô, Prof. Paulo Wanderley Teixeira, outorgou pessoalmente a graduação de 7. Dan ao ilustre professor Mitsugu Iwafune, pelo seu relevante trabalho em prol do judô mineiro.

Atenciosamente,
Prof. Geraldo Brandão de Oliveira
Presidente da Federação Mineira de Judô

Cartaz Seletiva de Judô


Assunto: Fw: Cartaz Seletiva de Judô

Gostaríamos de contar com a presença e divulgação da Seletiva Nacional que acontece no próximo dia 16 de dezembro.

Abraço a todos,

Prof. Geraldo Brandão de Oliveira
Presidente da Federação Mineira de Judô

Judo: Ana Cachola sagra-se campeã europeia de sub-23 em -70 quilos


Em Moscovo
Judo: Ana Cachola sagra-se campeã europeia de sub-23 em -70 quilos
26.11.2006 - 16h50

A judoca portuguesa Ana Cachola sagrou-se hoje, em Moscovo, campeã da Europa de sub-23 na categoria de -70 quilos, ao vencer na final a húngara Anett Meszaros, por yuko.
Ana Cachola junta este título ao conquistado no Campeonato da Europa de sub-23 realizado em 2004, quando se sagrou campeã na categoria -63 quilos.Ontem, Telma Monteiro, líder do "ranking" mundial de -52 quilos, sagrou-se campeã europeia de judo de sub-23, ao derrotar no combate final, por ippon, a russa Anna Kharitonova.Telma Monteiro, de 20 anos, conseguiu assim o único título continental que lhe faltava, depois de se ter sagrado já este ano campeã de absolutos e de já ter conquistado o título de juniores.
Fonte: Público.pt - Lisboa, Lisboa, Portugal - http://www.publico.clix.pt/

sexta-feira, novembro 03, 2006

Rodada define finalistas no fim de semana


Judô/Grand Prix
- (03/11/2006 14:16:35)

Rodada define finalistas no fim de semana


São Paulo (SP) - Medalhistas olímpicos e mundiais de judô sobem no tatame neste final de semana defendendo seus clubes nas semifinais do 4º Grand Prix Nacional da modalidade. As semifinais serão realizadas em São Paulo, entre Pinheiros e Imes/São Caetano, sábado, a partir das 10h45, e em Porto Alegre (RS), entre Oi/Sogipa e Universidade Gama Filho, domingo, a partir das 10h30. A fase será definida em melhor-de-três combates.
O Pinheiros é o atual campeão do torneio, que nas duas edições anteriores foi vencido pelo São Caetano. Representando o time da capital, Leandro Guilheiro, medalha de bronze nas Olimpíadas de Atenas/2004, aposta em muito equilíbrio.
“As duas equipes têm bons atletas nos cinco pesos e qualquer um pode sair vencedor. Não é possível fazer uma previsão. Uma coisa é certa: será uma grande semifinal”, avalia. No Sul, os adversários também não esperam nada muito diferente. “A Sogipa se reforçou bastante para este Grand Prix e teremos que lutar com a pressão da torcida contra. Mas, temos condições de enfrentá-los. Será sem duvida um grande desafio para todos nós”, compara o médio Hugo Pessanha.
Os gaúchos apostam na força da torcida para arrancar a vitória. “Não resta dúvidas que será uma semifinal de alto nível. Fizemos uma excelente primeira fase, não perdemos um confronto e vamos dar tudo para conquistarmos a vaga na final”, explica o campeão mundial João Derly.
Fonte: Gazeta Esportiva - São Paulo, SP, Brazil - http://www.gazetaesportiva.net/

quarta-feira, novembro 01, 2006


29/10/2006 - 12h07
Honorato vence seletiva e mantém sonho de disputar o Rio 2007
Da RedaçãoEm São Paulo

A pré-seletiva realizada neste sábado, em São Paulo, classificou os últimos judocas classificados para a seletiva que vai definir os representantes brasileiros no Pan do Rio de Janeiro. O grande destaque foi o paulista Carlos Honorato.Medalhista olímpico em Sydney-2000, ele estava fora da seleção na categoria médio (até 90kg). Neste sábado, a competição classificou dois atletas para a seletiva. Além de Honorato, Leandro Gonçalves também garantiu vaga.Tiago Camilo, outro medalhista olímpico, já estava classificado entre os meio-médios (até 81 kg), mas estava inscrito entre os médios, mas não conseguiu a vaga."Minhas lutas foram muito mais táticas. Não tenho mais aquele desespero de querer acabar com a luta logo, como fazia antigamente. Isso é uma prova de que aprendi muito durante esse ano todo que fiquei fora da seleção e amadureci", avalia Carlos Honorato, bronze no Pan de Santo Domingo-2003."O saldo desta Pré-Seletiva foi muito positivo para o judô brasileiro como um todo. Vimos atletas bem treinados e motivados lutando até o fim pela vaga", disse o coordenador técnico internacional da Confederação Brasileira de Judô, Ney Wilson.O equilíbrio foi tanto que Luiz Francisco Camilo, campeão nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo 2003, e irmão de Tiago Camilo, ficou de fora da seletiva final. Ele foi derrotado na melhor de três decisiva por Pedro Guedes por 2 a 1."Fiz de tudo o que pude. Mudei minha vida para ir treinar na Sogipa e me preparar bem para a Seletiva. Tinha o sonho de lutar esse Pan, mas não deu. O Pedro foi merecedor da vitória. Fui campeão do último Pan e agora fiquei de fora", disse Luiz."Ganhar do Camilo não é nada fácil. Mas venho fazendo um trabalho muito forte e passando por várias seletivas para poder continuar disputando uma vaga no Pan", afirmou Pedro Guedes.No feminino, a jovem revelação Mayra Aguiar, de 15 anos, segue conquistando seu espaço no cenário nacional. Depois de ficar com o bronze no Mundial Júnior, realizado há duas semanas, a judoca gaúcha agora é uma das classificadas para brigar por uma vaga no Pan no peso médio."Minhas adversárias são todas mais velhas e mais experientes do que eu e vou para a Seletiva de dezembro sem obrigação de ganhar. Vai ser uma ótima experiência para mim e farei tudo para ficar com a vaga", diz Mayra, companheira do campeão mundial João Derly na Sogipa. Rochelle Nunes, que também foi bronze no Mundial Júnior, conseguiu a vaga no peso-pesado. Já Amanda Oliveira, terceira colocada no meio-médio na mesma competição, não se classificou para a final da Seletiva.No meio-médio, apesar do favoritismo de Érika Moraes e Cristiane Parmigiano, prevaleceu a estrela de Danielle Yuri, do São Caetano."Sabia que elas (Erika e Cristiane) eram favoritas e acho que foi isso que fez com que eu lutasse com mais vontade ainda. Tinha que dar o sangue para vencer. Por um lado estou até um pouco surpresa pelo resultado, mas por outro, sabia que tinha treinado bastante para isso", comenta Danielle.Já a pernambucana Katherine Campos protagonizou um dos finais mais eletrizantes do dia, ao aplicar um ippon sobre Camila Murakami a dois segundos do fim da luta, com a série empatada em 1 a 1."Não esperava ganhar, pois ainda sou júnior. Agora é treinar ainda mais para chegar bem em dezembro. Vou dormir abraçada ao quimono!", diz, com bom humor, a judoca de 18 anos.Além dos nomes definidos na Pré-Seletiva, estão classificados também para a final da Seletiva, em dezembro, os titulares e reservas das equipes sênior e sub-26. No total, cinco atletas por categoria disputarão a vaga no Pan 2007.
Fonte: UOL Esporte - São Paulo, SP, Brazil - http://esporte.uol.com.br/

A leveza de um mundo pesado por William Lial


A leveza de um mundo pesado
Por William Lial

O Brasil é pátria de inúmeros poetas. Poetas que conhecem a arte de descrever a vida em versos: sejam engajados com a realidade humana – construídos sob palavras fortes e doces, esperança e descontentamento; sejam desvinculados de qualquer engajamento, de qualquer realidade – mensageiros de sonhos e metafísicas. A poesia brasileira, assim como toda e qualquer poesia, é produto da sensibilidade, da capacidade que alguns possuem de sentir o mundo com outra pele, de enxergar entrelinhas. E essa capacidade permeia a caneta de muitos escolhidos. Muitos são nossos poetas, mais ainda nossos poemas. Por isso, é tarefa árdua escolher um poema que represente tudo o que de melhor se produziu na nossa poesia. Razão pela qual não se vai aqui explorar o melhor, mas um dos melhores, nascido da capacidade criativa daquele que talvez tenha sido, e ainda seja, o autor mais conhecido do público leitor, e não leitor, de nosso país, além de um dos mais estudados pelos críticos; o que não quer dizer que tenham esgotado sua obra, pois uma boa obra sempre permite uma nova descoberta, ou uma descoberta antiga com uma nova perspectiva. Assim é com “Os Ombros que Suportam o Mundo”, de Carlos Drummond de Andrade.
Os Ombros que Suportam o Mundo

Chega um tempo em que não se diz mais: meu
Deus.Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

Os versos deste poema trazem um tom de angústia e desesperança, porém o eu lírico parece não mais sofrer com esses males que apresenta, encontrando-se em estado pacífico de alheamento ao mundo. Não mais sofre, nem mais percebe espantos na vida. Niilista, vive “um tempo em que não se diz mais: meu Deus”. O que nos leva a crer que muito sofreu, e que agora vive um “tempo de absoluta depuração”, em que todo o excesso foi banido, reduzido ao mínimo, sem deixar mais espaço para desperdício, pois muita coisa tornou-se desperdício, inclusive o amor, “porque o amor resultou inútil”. Esse homem encontra-se desiludido, pessimista; não como fruto de um pessimismo barato, repleto de queixas, porque não possui mais emoções que o levem a reagir contra as desventuras da vida, mas de um pessimismo consciente de sua realidade. Atormentado pelo passado, sobrevive num presente dilacerado, que o deixou incapaz de ser atingido por alegrias ou tristezas, uma vez que seus “olhos não choram” mais, e tudo o que sofreu é obra de um tempo mecânico, onde apenas se labuta feito máquina; um tempo em que “as mãos tecem apenas o rude trabalho”, única realização quando “o coração está seco”.
Cético e melancólico, ver a vida tornar-se um fado em que nada mais lhe dá prazer. Como renunciou aos seus desejos, “em vão mulheres batem à porta”, que não abrirá; está no escuro, em absoluta solidão, não permite que ninguém se aproxime. Além disso, nem mais “sabes sofrer”. As expectativas e as esperanças se foram, já “nada esperas de teus amigos”. E por que esperar, se nada mais importa? Nem a perda da juventude que o leva à velhice: “pouco importa venha a velhice, que é a velhice?”, frente a essa angústia de quem tem uma dolorosa consciência dos problemas do mundo? Por isso, agora, quando a vida se tornou tão ínfima, a ponto de nenhuma amargura ou decepção infligir na sua existência, seus “ombros suportam o mundo”; mas ele é leve, “não pesa mais que a mão de uma criança”. O distanciamento das amarras e afetações da vida, tirou-lhe o peso desse mundo; diferente daqueles que não se libertaram, e ainda vivem “as guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios”. O que prova “apenas que a vida prossegue”.
Contudo toda essa visão corrosiva, não nos permite deduzir que o dono desses ombros seja um fraco. Enquanto outros, “achando bárbaro o espetáculo/ prefeririam (os delicados) morrer”, ele não almeja a sua morte, encontra-se seco, frígido para os desígnios do mundo, mas não busca seu fim. Sabe que é impotente diante a terrível realidade a sua volta, porém é forte o bastante para continuar vivo perante a barbárie, porque só os fracos escolhem morrer; aqueles “delicados”, como os chama, ironizando sarcasticamente os que, não agüentando os barrancos da vida, se entregam, ou prefeririam se entregar ao caminho aparentemente mais fácil: a morte. O que também não fazem já que o verbo diz “prefeririam” e não “preferem”, deixando clara a intenção, mas não a realização dessa intenção (talvez por falta de coragem). Além do mais, “chegou um tempo em que não adianta morrer”, morrer não resultaria em solução. É preciso continuar a enfrentar a realidade cruel que lhe obriga a viver, pois “a vida é uma ordem”, sem devaneios, maravilhas ou fantasias. Ela é “a vida apenas, sem mistificação”.
Os versos deste poema traçam o panorama de um mundo contemporâneo, onde a vida perdeu o seu valor, e ao homem restou apenas continuar vivo, mesmo sem saboreá-la, mesmo sozinho, pessimista como as palavras de Schopenhauer: “Nada merece nosso esforço, todas as coisas boas são apenas vaidades, o mundo é uma bancarrota e a vida, um mau negócio, que não paga o investimento. Para ser feliz, é preciso ser como as crianças: ignorante”. Contudo, esse sobrevivente não é “ignorante como as crianças”, talvez por isso não seja feliz. Acredita viver num tempo em que ser livre é estar destituído de tudo o que lhe traz humanidade (amor, lágrimas, prazer, sonhos), e que, dessa forma, pode reduzir todo o peso do mundo sobre seus ombros, encontrando a leveza de um mundo pesado.

William Lial é poeta, ensaísta e articulista. Autor dos livros de poemas: Sombras, Noturno e O Mundo de Vidro. Escreve para jornais e revistas, e atualmente colabora como a organização espanhola de divulgação de artistas pelo mundo, a Sane Society, e com alguns outros sites. E-mail: wlial@hotmail.com
Fonte: Cronocópios - Literatura & Arte no Plural - http://www.cronopios.com.br/

Jovem pernambucana entra para a elite do judô


Jovem pernambucana entra para a elite do judô
Entre as novidades que estarão no tatame da seletiva brasileira de judô para os Jogos Pan-americanos de 2007, em dezembro, uma jovem pernambucana promete se destacar. Com apenas 18 anos, a ainda júnior Katherine Campos eliminou adversárias mais velhas na pré-seletiva deste sábado e garantiu a sua vaga.
A disputa final da categoria leve (até 57kg) contra Camila Murakami foi dramática e acabou decidida a apenas dois segundos do final. "Consegui encaixar a minha pegada no braço dela para vencer, explica a jovem pernambucana, que não teve uma temporada 2006 fácil.
"Perdi a seletiva para o Mundial Júnior e isto estava entalado na minha garganta. Antes da pré-seletiva disse para mim mesma que não poderia perder, contou a atleta, que vai ter que passar por nomes como Danielle Zangrando agora.
Isso, porém, não a intimida. "Vou treinar como nunca, me matar para a disputa de dezembro, exagera Katherine. "Todas as minhas rivais são super fortes, mas eu estou chegando", avisa.
Apesar disso, a jovem judoca não pretende fazer nada especial para a disputa. "Vou manter o que estava fazendo, só intensificando um pouco, afirma, enquanto sonha com o Pan-americano. "Lutar no Brasil é outra coisa para um atleta, complementa.
Por: A Gazeta Esportiva
Fonte: UOL Esporte - São Paulo, SP, Brazil - http://espnbrasil.uol.com.br/

2006-10-30 16:04:26
Entre 4 e 5 de Novembro Judo: Portugal com atletas em dois torneios de Espanha

A Federação Portuguesa de Judo informou esta segunda-feira que a selecção nacional irá contar com atletas em dois torneios de Espanha. Ambos irão ser disputados no fim–de-semana de 4 e 5 de Novembro.
No Torneio Internacional “Cidade de Vigo”, Portugal será representado pelas judocas Joana Ramos (-52 Kg) e Joana Costa (+78 kg) nos femininos, e pelos atletas Bruno Roberto (-66 kg), Vladimir Oleinic (-73 kg) e Pedro Jorge (-81 kg) nos masculinos.
No Torneio Memorial Raul Calvo, a selecção nacional contará com os seguintes judocas: João Santana (-60 kg), Miguel Guimarães (-66 kg), Filipe Reis (-66 kg), André Alves (-73 kg), Miguel Santos (-73 kg), André Martins (-81 kg), Miguel Medeiros (-81 kg) e Mauro Santos (-90 kg).
Fonte: Sportugal.pt - Portugal - http://sportugal.pt/

ESTAÇÕES DE SENTIR


ESTAÇÕES DE SENTIR
Amante louca
Freneticamente
Escraviza
Envergadas costelas
Balbuciadas em ritmode delírio
Mergulhada em cores
Desamores
São odores
Paixão de escrever
ao sentir agora
que libertador sem igual
Sol de meu ser
Acasale-secom minha lua
E permitasentão
meu anoitecer
nos braços
da solidão...
Luiza de Marillac Bessa Luna Michel
Fotografia Juan Carlos Rivera

Minas Tênis Clube abre inscrições para formar equipe de judô em 2007


Outros
Minas Tênis Clube abre inscrições para formar equipe de judô
em 200731/10/2006 - 16:01:02 - por FS - CBJ
O judô do Minas recebe inscrições de atletas interessados em integrar a equipe do Clube no próximo ano. Celeiro de grandes talentos e um dos destaques na modalidade no País, o minas está com inscrições abertas para judocas a partir de 15 anos e com graduação mínima de faixa marrom. O esporte no clube tem crescido ao longo dos anos e participado das competições mais importantes do Brasil, ficando entre os melhores no Grand Prix Nacional e conquistando medalhas no Troféu Brasil Interclubes. Atletas e ex-atletas do Clube têm se destacado e integrado as seleções brasileiras, como Luciano Corrêa, Fabiane Hukuda, Érika Miranda e Ketleyn Quadros. Ao longo das últimas décadas, o Minas consolidou-se como celeiro de talentos do esporte especializado, participando de competições de judô, vôlei masculino e feminino, basquete masculino, futsal, natação, ginástica olímpica e de trampolim e tênis. São mais de 1.200 atletas e 40 técnicos em constante atividade. O sucesso do trabalho de formação de atletas desenvolvido pelo Minas pode ser comprovado pelas freqüentes convocações de minastenistas para seleções regionais e nacionais das várias modalidades. Para se inscrever para integrar a equipe que defenderá o Clube no próximo ano é preciso atender aos pré-requisitos (idade e graduação) e enviar um currículo para sergio.cota@minastc.com.br com a data de nascimento, categoria (peso), a graduação, a escolaridade e os melhores resultados conquistados na carreira. Outras informações pelo (31) 3516.1074.
Fonte: Final Sports - Porto Alegre, Brazil - http://www.finalsports.com.br/

Junior National judo championships


Junior National judo championships

CHENNAI: The junior National (boys and girls) judo championships will be held at the Nehru Indoor Stadium here from November 3 to 5.
The categories are 14-17 and 17-20 years. As many as 360 boys and 360 girls from 32 States will take part in the tournament, consisting of five weight categories each in 14-17 and six weight categories each in 17-20 category.
Defending boys' champion Punjab and girls' champion Manipur, including host Tamil Nadu, are participating. "Since this is the first time Tamil Nadu is hosting the junior championship, we would like to do it in a big way," informed W.I. Davaram, President, Tamil Nadu Judo Association, at a press conference here on Tuesday.
Apoorva, Member Secretary, SDAT, will be the chief guest on the opening day, while Jagdish Tytler, President, National Judo Federation, will be the guest of honour during the closing ceremony. — Sports Reporter
FONTE: Hindu - Chennai, India - http://www.hindu.com/

Chris Soakell is named Coach of Year


Chris Soakell is named Coach of Year
By Globe correspondent

WIRRAL Judo club coach Chris Soakell was named Coach of the Year at a Future Sporting Champions Dinner held at the Crowne Plaza, Liverpool, on Friday.
Chris is pictured left after receiving his award at the event, organised by Mersey Sports Partnership.
He started with Wirral Judo Club some five years ago with just one class of 14 young people. He now has five beginners' classes, two intermediate classes, two advanced classes and one all-ability training session.
He has coached 20 Merseyside champions, six North West champions and two medal winners and Junior Championships.
Funds raised at the event, through raffle ticket sales, table sales and sponsorship of awards go into a bursary to help young people pay for professional training, sports equipment and transport to competitions.
A previous recipient of funds is Wirral's World Championship gold medallist Beth Tweddle, who received a standing ovation on the night.
Beth was at the event receiving a Sports Scholarship from Liverpool John Moores University, along with 12 other sports students.

Fonte: Wirral Globe - Wirral, England, UK - http://www.thisiswirral.co.uk/

Cearense se classifica para seletiva final


JUDÔ
Cearense se classifica para seletiva final
01/11/2006 01:38
A judoca cearense Carolina Esteves se classificou para a seletiva final que vai formar a equipe brasileira para o Campeonato Pan-Americano, no Rio de Janeiro, no próximo ano. Ela disputou no último final de semana uma pré-seletiva, na Vila Olímpica do Ibirapuera, em São Paulo. Além de Carolina, o Ceará teve outros dois representantes na pré-seletiva, mas que não tiveram sucesso: Eduardo Castro (categoria 60kg), atual bicampeão brasileiro universitário; e Gláucia Lima (categoria 78kg), vice-campeã brasileira júnior (17 a 19 anos) e 3º lugar no Campeonato Brasileiro Sênior (acima de 20 anos). Carolina Esteves vai disputar a seletiva final no próximo mês de dezembro. Ontem, ela já retornou aos treinamentos na capital cearense. Carolina compete na categoria de 70kg; é atual tricampeã sul-americana; vice-campeã brasileira júnior (17 a 19 anos) e foi 3º lugar no Campeonato Brasileiro Sênior (acima de 20 anos). Antes da seletiva final para o Pan-Americano, a judoca cearense ainda vai disputar a IV Copa Internacional de Judô, que acontecerá em Fortaleza nos próximos dias 3 a 4 de novembro. Na seletiva final do Pan vão competir os quatro melhores de cada categoria, de onde sairão um titular e um reserva para representar o Brasil na competição internacional. Além do Pan, os dois ainda disputarão em 2007 o Campeonato Mundial, também no Rio de Janeiro.
Fonte: O POVO Online - CE, Brazil - http://www.opovo.com.br/

CAMPEÃO EM SÃO DOMINGO, CHICÃO ESTÁ FORA DO RIO 2006


Judô/Pré-seletiva - (28/10/2006 15:52:01)
Campeão em Santo Domingo, Chicão está fora do Rio 2007
Carolina Canossa, especial para a GE.Net

São Paulo (SP) - Independente dos resultados da seletiva para o Pan-americano em dezembro, o judô brasileiro estará desfalcado de um dos seus grandes nomes na disputa do Rio de Janeiro no ano que vem. Campeão da categoria leve (até 73kg) em Santo Domingo-2003, Luiz Francisco Camilo, o Chicão, foi eliminado na pré-seletiva realizada neste sábado em São Paulo e ficará verá o Pan da torcida.
Após a realização da fase classificatória neste sábado, Chicão foi para a disputa da vaga na seletiva de dezembro contra o jovem mineiro Pedro Guedes, atual campeão brasileiro de leves. Em um duelo de muita competitividade, os dois foram para o último confronto na série melhor-de-três. Mais competitividade e a vaga só foi decidida no Golden Score (quem faz um ponto primeiro vence), onde Guedes se aproveitou de uma falha do campeão pan-americano e encerrou a disputa.
“Fui suspender o Pedro quando meu pé desequilibrou e ele caiu em cima de mim”, explicou Chicão, visivelmente decepcionado com a derrota. “Estou frustrado, mas esporte é isso mesmo: tem hora que a gente entra e outras que a gente sai”, emendou.
O judoca não conseguiu apontar nenhum motivo específico para a perda da vaga. “Não faltou nada. Tenho ciência de que fiz tudo o que podia. Pode ter certeza que eu lutei com muita vontade”, garantiu o atleta, que falou das recentes mudanças na sua vida e na preparação.
“Faz seis meses que mudei toda a minha vida, pois fui treinar lá na Sogipa, no Rio Grande do Sul, depois de muitos anos morando aqui em São Paulo. É complicado falar disso agora. De qualquer forma quero agradecer meus patrocinadores, o clube, minha família pelo apoio”, afirmou.
Por outro lado, Chicão fez questão de exaltar Pedro Guedes. “Eu tinha o sonho de entrar no Pan-americano, pois vai ser uma festa muito grande. Mas o Pedro é um grande amigo meu e com certeza, independente do resultado da seletiva, o Brasil estará muito bem representado do Rio de Janeiro”, avaliou.
Agora, Chicão pretende se dedicar a competições nacionais e deixa o aviso: continua vivo para a disputa das próximas Olimpíadas. “Agora é bola para frente. Minha próxima meta é a disputa do Grand Prix e depois vou brigar por uma vaga em Pequim-2008. Até lá pretendo ajudar todos os meus amigos nas competições, inclusive o Pan”, encerrou o atleta.
Fonte: Gazeta Esportiva - São Paulo, SP, Brazil - http://www.gazetaesportiva.net/

Leandra Freitas homenageada com Medalha de Mérito


01/11/2006
JUDO
Jantar de Gala do 47º Aniversário da FPJ
Leandra Freitas homenageada com Medalha de Mérito
A jovem promissora judoca do Clube Naval do Funchal, Leandra Freitas, foi homenageada com uma Medalha de Mérito no decorrer da Cerimónia de Entrega de Prémios inserida no Jantar de Gala do 47º Aniversário da Federação Portuguesa de Judo.Leandra Freitas destacou-se pelos excelentes resultados obtidos ao longo desta época desportiva, entre os quais as medalhas de bronze alcançadas no Torneio Internacional da Polónia, no Campeonato da Europa de Juniores e no Torneio Internacional de Judo San Mateo e ainda a medalha de prata alcançada no Torneio de Jicin.
Quando questionada sobre esta homenagem, Leandra Freitas afirmou emocionada "fiquei muito feliz por ter recebido esta medalha de mérito, pois isso significa que o meu esforço tem tido bons resultados e que o meu trabalho é reconhecido".
Para além da presença da sua treinadora Sandra Godinho, Leandra Freitas contou ainda com o apoio dos membros da Direcção da Associação de Judo da Região Autónoma da Madeira, que no passado fim-de-semana se deslocaram a Lisboa para participar no III Congresso Nacional do Judo, evento que decorreu nos dias 28 e 29 de Outubro no Centro Cultural de Belém e que contou com a participação de várias entidades ligadas ao judo, entre as quais árbitros e dirigentes desportivos dos diversos clubes e associações.
Fonte: Infordesporto - Lisboa, Portugal - http://infordesporto.sapo.pt/Informacao/

Planos de Parmigiano e Moares acabam frustrados


Judô/Pré-seletiva - (28/10/2006 16:10:24)
Planos de Parmigiano e Moares acabam frustrados
Carolina Canossa, especial para a GE.Net

São Paulo (SP) - Antes do início da pré-seletiva para os Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, a disputa da categoria meio-leve feminino (até 63kg) já prometia ser dramática. Apenas uma vaga estava disponível para a final de dezembro, mas duas atletas buscavam um retorno em grande estilo à elite da modalidade: Christiane Parmigiano e Érica Moraes.
Ex-titular da seleção brasileira e com passagem por duas Olimpíadas, Parmigiano ensaiava sua volta após ficar dois anos parada por conta de uma contusão e do nascimento de seu filho, Matheus. Ex-reserva da seleção, Moraes, por sua vez, queria mostrar que estava recuperada de uma séria cirurgia de reconstrução dos ligamentos do joelho, sofrida em 2005.
As duas, porém, acabaram frustradas pela paulista Daniele Yuri, que ficou com a vaga para a seletiva de dezembro. Sem conseguir lutar bem, Érika foi eliminada logo na fase classificatória. A final então foi disputada entre Yuri e Christiane, com vitória para a primeira.
Apesar da derrota, Parmigiano se mostrou conformada com o resultado. “Estou em um processo de volta após dois anos e sabia que iria passar por muitas dificuldades. Treinei o máximo no tempo que tive”, comenta a judoca.
Para ela, que agora pretende se focar na disputa por uma vaga em Pequim-2008, Yuri mereceu o resultado. “Ela teve todos os méritos da vitória, mas sempre há o amanhã”, filosofou a atleta. “Tenho a consciência tranqüila que dei tudo de mim hoje”, garantiu.
Fonte: Gazeta Esportiva - São Paulo, SP, Brazil - http://www.gazetaesportiva.net/

FIJ visita instalações do Pan 2007


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FIJ visita instalações do Pan 2007
01/11/2006 - 10:40:46 - por FS - AI CBJ/Assessoria de imprensa do CO-RIO

O Comitê Organizador dos Jogos Pan-americanos Rio 2007 (CO-RIO) acompanhou a primeira visita de inspeção da Federação Internacional de Judô (FIJ) com vistas à organização do Mundial de Judô, que acontecerá de 13 a 16 de setembro de 2007, no Rio de Janeiro. Nesta terça-feira, dia 31, o Diretor de Esportes da FIJ, François Besson, visitou as obras da Arena Multiuso, que está sendo erguida do Complexo Esportivo do Autódromo e da Vila Pan-americana. O Diretor de Esportes da FIJ, François Besson, e o Tesoureiro Geral da FIJ, Edgar Claure, também participaram de reuniões de trabalho com as equipes de planejamento do CO-RIO. Na ocasião, os representantes da FIJ também aproveitaram a oportunidade para fazer uma revisão do planejamento do Judô no RIO 2007. O Presidente da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Paulo Wanderley, explicou que a organização do Mundial de Judô é uma parceria entre o CO-RIO e a CBJ. “A experiência internacional adquirida com o RIO 2007 proporcionará um excelente cenário para o maior evento da modalidade”, avaliou Wanderley.O Diretor de Esportes da FIJ, François Besson, acredita que as instalações que serão utilizadas no Mundial de Judô possibilitarão que os atletas obtenham seus melhores resultados. “As instalações serão de nível olímpico. Estou confiante de que o Mundial será um sucesso”, explicou Besson. O Secretário-Geral do CO-RIO, Carlos Roberto Osório, ressalta a importância das visitas de inspeção das Federações Internacionais. “As visitas são importantes para a revisão e a validação do planejamento técnico das modalidades esportivas para os Jogos”, explica Carlos Roberto.
Fonte: Final Sports - Porto Alegre, Brazil - http://www.finalsports.com.br/

terça-feira, outubro 31, 2006

Telma Monteiro compete em torneio sueco


Telma Monteiro compete em torneio sueco

2006-10-30 18:06:48
Na categoria de -57kg Telma Monteiro compete em torneio sueco

A portuguesa Telma Monteiro irá competir no Torneio de Boras na Suécia, prova que irá decorrer entre 4 e 5 de Novembro. A actual campeã da Europa e número um do ranking mundial na categoria de -52kg vai participar, no entanto, nos -57 kg. De acordo com um comunicado, a opção da judoca deve-se ao facto de estar na fase de preparação para o Europeu de Sub-23. Este vai ter lugar nos nos dias 25 e 26 de Novembro em Moscovo.Redacção Sportugal.
Fonte: Sportugal.pt - Portugal - http://sportugal.pt/