sexta-feira, julho 04, 2008

Estrelas quase decadentes


Estrelas quase decadentes
Drogas e álcool tornam-se marcas registradas de celebridades
Anelise Zanoni anelise.zanoni@zerohora.com.br
Sobre um travesseiro, a cantora inglesa Amy Winehouse abre os olhos pintados de preto e faz uma confissão pública.

– Eles tentaram me levar para a reabilitação, mas eu disse não, não, não.A fragilidade que se tornou orgulho na letra da música Rehab, lançada em 2006, e alavancou o sucesso da artista inglesa está destruindo a carreira milionária de quem conquistou cinco Grammy Awards este ano. Aos 24 anos, Amy Winehouse ainda surpreende o público quando interpreta canções com vocais semelhantes ao de uma cantora negra da melhor estirpe. Mas tem a saúde debilitada devido ao uso constante de drogas e vem colecionando escândalos que a conduzem a uma constante decadência, revelada diariamente pela imprensa mundial.

Usuária assumida de entorpecentes, ela já foi presa, apareceu bêbada em shows, caiu no palco e foi flagrada fumando cachimbo de crack e tomando calmantes. No ano passado, ao mesmo tempo em que seu segundo álbum, Back to Black, alcançava recordes de vendas, tornou-se alvo de críticas por apresentar-se alcoolizada e drogada. Chegou a ser chamada, ironicamente, de "Amy Declinehouse" pela coluna Bizarre, do jornal britânico The Sun. Na época, o tablóide revelou que a artista passara três dias sem dormir, bebendo vodca e uísque e consumindo ecstasy, remédio para cavalos e cocaína, antes de dar entrada em um hospital, com overdose.

Entre a sucessão de desastres e abusos, o cancelamento de shows, os desmaios e as entradas em hospitais tornaram-se rotina. A poucos dias de uma apresentação nos Estados Unidos, Amy teve o visto de entrada no país negado. Na semana passada, foi internada em um hospital de Londres com diagnóstico de princípio de enfisema pulmonar. Recebeu um ultimato dos médicos: se não abandonar o vício, terá o mesmo destino de estrelas como Jim Morrison e Janis Joplin – a morte precoce. Pareceu não se abalar. Na terça-feira passada, ao deixar por algumas horas o hospital para o ensaio de um show em homenagem aos 90 anos de Nelson Mandela, a primeira coisa que fez foi acender um cigarro.

Artistas repetem amargas trajetórias. De ícones como Marilyn Monroe e Elvis Presley, a escritores como Edgar Alan Poe e Baudelaire, as drogas e o álcool escreveram histórias paralelas às biografias oficiais.

– É unanimidade o fato de que a drogadição é o resultado de uma complexa equação que une a história de vida pessoal, a substância utilizada e a influência do contexto social sobre o indivíduo – explica a psicóloga Luciane Raupp, doutoranda da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).

>> Leia também: Divas incompreendidas

Como se fossem produtos de um ciclo em que ser famoso e ter dinheiro é pouco, ídolos se valem de contas bancárias milionárias para abusar dos próprios limites. Nessa busca pelo prazer, o mundo artístico conspira, facilitando o comércio de substâncias ilícitas (por meio de amigos ou dos próprios empresários) e a celebração das extravagâncias.

– Às vezes, empresários desejam que o artista renda mais, faça mais shows e tenha mais energia. Para isso há a cocaína, por exemplo. Quem não tem uma boa base, com pais por perto, corre o risco de optar pelas drogas – revela o psiquiatra Carlos Alberto Iglesias Salgado, coordenador do Departamento de Dependência Química da Associação de Psiquiatria do RS.

No corpo de celebridades como Amy Winehouse, excessos se transformam em glamourização, uma forma de brincar com a própria vida, sem pensar nas conseqüências irreversíveis. Por dentro das explicações possíveis para oscilações que refletem na carreira, a psiquiatra Lisia Von Diemen, especialista em dependência química, lista predisposições individuais, problemas familiares, transtornos de humor, depressão, ansiedade, fobias, hiperatividade e bipolaridade como alguns dos fatores que colaboram na hora de colocar a fama em risco. Para cantoras como Britney Spears e Lily Allen, essas mudanças de comportamento se converteram em características de personalidade e em publicidade.

Depois de estampar a capa da Rolling Stone aos 17 anos, Britney ficou mais ousada. Vendeu milhares de discos, manteve-se líder na Billboard, trocou de estilo, lançou modas e ficou casada com o amigo de infância Jason Allen Alexander por apenas 55 horas. Protagonizou aparições polêmicas, como o beijo na boca que deu em Madonna durante um show da MTV. Vencidas as idas e vidas em clínicas de reabilitação, decidiu ficar careca. Participou de brigas, se divertiu em noitadas regadas a álcool, engordou, emagreceu e perdeu a guarda dos filhos.

Ver ídolos como Britney Spears perambular na linha entre a vida e a morte, a loucura e a sanidade ou entre o sucesso e o esquecimento é fascinante, diz o psiquiatra Carlos Alberto Iglesias Salgado. Seguindo a mesma história de descontrole, a cantora inglesa com rostinho de criança Lily Allen também conseguiu se transformar em personagem de escândalos. Aos 23 anos, adora chamar atenção, seja bebendo excessivamente, causando polêmica ao entrar de penetra em festas ou posando de topless ou sem calcinha para os fotógrafos. Convidada para receber um prêmio da revista Glamour, deixou a festa inconsciente, nos braços do guarda-costas.

Excessos podem se transformar em glamour

– Na era do Big Brother, onde a espetacularização da vida privada está em cena, os escândalos e a exposição da vida privada também vendem e encantam, mesmo que à custa da promoção de uma imagem negativa – explica a psicóloga Luciane Raupp.
Eleita há seis anos pela revista Forbes como uma das celebridades mais influentes do mundo, a Britney dos escândalos também revela o paradoxo de que o errado pode render, além de publicidade, críticas positivas. Em meio a internações em clínicas de reabilitação e aparições lamentáveis, a princesa do pop lançou o último álbum em outubro e alcançou recorde de vendas em menos de 24 horas. Mesmo com a aparente decadência, ganhou da crítica elogios por ter feito "o melhor trabalho de sua carreira".
– Veja o caso da modelo Kate Moss. Após ser flagrada usando cocaína, em vez de ser banida por empresários da moda, não perdeu o posto de modelo disputada. O uso de drogas é um estilo de vida inserido em um mercado altamente lucrativo, e o perigo é a banalização de tais comportamentos – alerta Luciane.
Enquanto a curiosidade do público é fomentada com o espetáculo das celebridades, Amy, Britney e Lily vendem, são inspiração para bonecas, ganham mais popularidade e viram alvo de chacotas em páginas da internet que tentam adivinhar o destino das estrelas.

FONTE (photo include): Diário de Santa Maria (Assinatura) - Santa Maria,RS,Brazil

Brasil trabalha em inventário de mais de 150 línguas originárias


Brasil trabalha em inventário de mais de 150 línguas originárias
Havana, 03 jul (acn) Os especialistas do Instituto Brasileiro do patrimônio histórico e artístico (IPHAN) começaram a árdua tarefa de realizar um inventário de todos os idiomas falados no país que, de acordo a estimados dos lingüistas, são mais de 150.

“É uma tarefa hercúlea, e estamos apenas no início. Alguns estudiosos estimam que esse número pode chegar a até 180 ou 200 línguas”, disse à rede Tele-sul Márcia Sant'Anna, diretora do departamento de Patrimônio Imaterial do IPHAN.
A idéia de que o Brasil é um país com mais de 150 línguas deixa surpresos até os próprios brasileiros, disse Sant'Anna. O Brasil é visto a partir da unidade consolidada em torno da língua portuguesa imposta pelo colonizador, “mas isso é apenas parte da realidade”, acrescentou.
Os especialistas dividem as línguas faladas no Brasil em três grupos principais: indígenas, de imigração e afro-brasileiras.
“Uma das mais interessantes é o tálio”, disse Sant'Anna. “Tudo indica que provém de um grupo de dialetos da região italiana do Veneto. A língua é falada por cerca de três milhões de pessoas nos estados sulistas de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul”, disse a especialista.
Sant'Anna também salientou a pomerano e husrück, derivado do alemão e dialetos falados no sul, uma área onde imigrantes alemães deixaram a sua marca.
Entre as línguas dos afro-brasileiros, referiu a “gira da Tabatinga” e o “cafundó”. A primeira é falada em uma área de Minas Gerais (Sudeste), como um legado dos quilombolas, comunidades que foram formadas por escravos fujões. O cafundó, ao mesmo tempo, está localizado na cidade de Pirapora, no estado de São Paulo.
Além disso, existem dialetos ligados à liturgia do culto de candomblé - também de raiz africana - incluindo uma antiga forma de ioruba, de acordo com Sant'Anna.
As línguas indígenas supõem mais trabalho. Para conhecê-las é preciso chegar até populações remotas, mas a documentação lingüística e antropologia é precária e carece de especialistas.
“Temos o nheengatú , que é a língua da região amazônica, originada a partir do tupinambá, e os guarani, que, por sua vez, se divide em três famílias, mas são faladas em quase toda a metade sul do Brasil, a partir do Mato Grosso do Sul”, disse Sant'Anna.
O ponto de partida para a investigação foram outros estudos semelhantes, incluindo um feito no México.
“O México conseguiu fazer um mapa lingüístico completo, que foi um enorme trabalho. Essa experiência nos ajuda muito”, disse ele.
O panorama mostrado por Sant'Anna, no entanto, não significa que o português esteja em risco de ser substituído como uma língua nacional.
“Existe uma cidade no estado do Amazonas, São Gabriel da Cachoeira, que tem quatro línguas oficiais: português, nheengatú, tukano e baniwa/araucano. Mas, sem dúvida, a unidade nacional está no idioma português*”, disse a especialista. “Está muito longe o dia quando o Brasil tenha uma outra língua oficial além do português", disse ela.
O número exato de línguas faladas em todo o país é motivo de divergências. Estudiosos, no entanto, concordam que muitos deles, especialmente as indígenas, estão em risco real de extinção.
Sant'Anna estima que 60 idiomas estão em perigo, enquanto o lingüista Denny Moore, do Museu Emílio Goeldi, no Estado do Pará, estima que um quarto de todas as línguas indígenas estão em risco de desaparecer.
****DOS NOSSOS ARQUIVOS: De acordo com a opinião de antropólogos as línguas da matriz tupi foram fortes em termos de comunicação cotidiana no Brasil até a década de 40, quando o português definitivamente assumiu a supremacia lingüística da nação. Prova disso são os topônimos dessa origem que se estendem até territórios em que os tupis nunca puseram um pé, indicando claramente que esses nomes foram trazidos, algumas vezes, pelas bandeiras que, em séculos passados, se dedicaram à colonização do vasto território brasileiro.

FONTE: Agência Cubana de Notícias - Havana,Havana,Cuba

Torneio Internacional Cidade de Faro é "teste pré-competitivo" para judocas antes de Pequim2008


Desporto
Torneio Internacional Cidade de Faro é "teste pré-competitivo" para judocas antes de Pequim2008

As judocas portuguesas Ana Hormigo e Telma Monteiro marcam presença no domingo no Torneio Internacional Cidade de Faro, prova que antecede um estágio na cidade algarvia e alargado a várias selecções olímpicas.
As duas judocas deverão, à semelhança do que fizeram na Taça do Mundo de Bucareste, competir em categorias acima do que habitualmente fazem, com Ana Hormigo a competir em -52 kg (a sua categoria é -48 kg) e Telma em -57 kg ao invés dos -52 kg."
Este torneio é um pequeno teste. Temos atletas a competirem na categoria acima, para os olímpicos é um teste pré-competitivo", salientou à Agência Lusa o director técnico nacional, Luís Monteiro.
O torneio, este ano complementado com a designação Memorial António Matias - em homenagem ao seleccionador vítima de morte súbita no início do ano - juntará a Letónia, Estónia, França, Geórgia, Brasil (selecção olímpica feminina), Moldávia, Arménia, Moçambique.
Portugal contará com um leque alargado de judocas (32 seniores e sub-23 e 30 juniores), mas as atenções concentram-se nas judocas olímpicas, a menos de um mês de viajarem para o Japão e depois Pequim, palco dos Jogos Olímpicos.
Depois do estágio desta semana em Barcelona, ainda é incerta a participação dos olímpicos masculinos João Pina, João Neto e Pedro Dias no Torneio de Faro, embora integrem o estágio que se realizará de 07 a 11 de Julho.
"A seguir a este torneio têm um estágio final em Coimbra, de 14 a 18 de Julho, e depois seguem para o Japão", especificou Luís Monteiro, explicando que o mais importante é a vertente do estágio e da preparação.
Segundo o director técnico nacional os cinco judocas olímpicos têm feito uma preparação conforme planeado e que apenas Pedro Dias (-66 kg) se ressentiu um pouco da lesão no ombro, mas sem que isso ponha em risco a sua participação.
Outro dado avançado pelo Judo Clube do Algarve, clube co-organizador do torneio algarvio, é a participação de Espanha e da República Checa a nível do estágio e no âmbito de preparação das duas selecções para os Jogos de Pequim2008.
4 de Julho de 2008 13:55lusa

FONTE: Barlavento Online - Portimão,Algarve,Portugal
http://www.barlavento.online.pt/

A Alma Feminina

Hail new world! (Vilnius 2)
Ceslovas Cesnakevicius
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A Alma Feminina
A Vaz Galvão, Editor menbro da academia de letras do Recôncav

owww.olobo.net

No tempo em que cama era camarinha, que tapete era alcatifa, que remédio era mesinha, que quarto era alcova, que carta era missiva e beijo era ósculo, ou seja, em mil novecentos e antigamente – como diz o vulgo –, ou melhor, quando eu era jovem, bem jovem, foi que encontrei o meu primeiro amor. Esse, ao contrário daquele que Ângela Maria(*) cantou que era “...como uma flor que desabrochou e logo morreu”, foi eterno. E se eterno parecer um período muito longo, digo que o meu amor dura desde meus 13 anos e só morrerá comigo, que teimo em não morrer jamais...

Mas se não foi como o amor da música paraguaia, o meu tinha uma forte ligação, ainda que inversa, com uns versos de Castro Alves: “Seu nome era o meu canto de poesia,/ Que com o sol – pena de ouro – eu escrevia/ Nas lâminas do céu”. Poderia mesmo dizer que se identificava ainda com os versos seguintes: “...Mas um dia acordei... E mal desperto/ Olhei em torno de mim.../ – Tudo deserto.../ Deserto o coração.” Poderia dizer, mas não posso, pois não é sempre que a vida imita a arte. Até mesmo porque nunca dormi com ela, nunca lhe cheguei muito perto. Nem sequer um casto ósculo lhe dei. Por isso digo que a minha forte ligação foi apenas com os primeiros versos, por, neles, idealizá-la. Porém, por não saber que não era poeta, nem mau poeta, então resolvi escrever-lhe uma carta, onde cometi a imprudência de copiar umas quadras populares sertanejas:

Menina tu quer e eu quero/ Teus parentes é que não quer/ Vamos cumprir nossa sina/ Deixa falar quem quiser. Parêntese...

Minha amiga Macária, quando for revisar este texto, por certo dirá: Esse amor não podia mesmo prosperar, tinha que fenecer, com tantos erros de concordância... E terá razão porque os erros de concordância, da mesma forma como fazem com a gramática, são fatais para o amor.

Fecha-se o parêntese..

.Surpreendentemente, porém, não o matou. Digo que não matou o amor em mim, já que ela, o objeto do meu amor feneceu. Dito assim porque, como para meu coração ela era uma flor – a mais bela – nunca digo que morreu, prefiro a forma erudita de... feneceu. Ainda que ele, o amor (ou seus vestígios), permaneça vivo em minha memória. Melhor dizendo, no meu coração.

Lembra-me perfeitamente como se deu o seu passamento. Descobriram a carta, digo, a missiva que lhe mandara – a que levava a quadrinha citada (a que tinha aquele primor de verso: “Teus parentes é que não quer”) – e, não sei se pela abundância de atentados à gramática, não sei se pela ingenuidade das minhas propostas ou pelo seu ridículo intrínseco, tornou-se motivo de chacota entre os nossos colegas de escola. O mais curioso foi que a ela todas as outras meninas olhavam com inveja – como mulheres, eram práticas e objetivas. Ao diabo a gramática – deviam pensar – e as concordâncias, o importante era o amor. Mas os meninos... como mangaram de mim. Resisti, fugindo deles. Não sei como meu comportamento covarde repercutiu em sua alma sensível. Deve ter repercutido, pois esses fatos, relacionados com o ridículo exposto, marcaram o início de sua morte. Dela, o objeto do meu amor.

Mas como o tempo é remédio para tudo, a minha missiva acabou por cair no esquecimento, e nós, antes que a morte se consumasse, conseguimos trocar algumas palavras e até algum gesto mais ousado, como tocar nas mãos, olhar dentro dos olhos e – suprema ventura! – até trocarmos (finalmente!) um casto ósculo, com os lábios fechados, é claro.

Um dia Eduarda – ai esquecendo de escrever o seu nome –, depois de dizer-me que estava cansada de ser ridicularizada pelos meninos, os quais, volta e meia, lembravam do... “Teus parentes é que não quer”, perguntou-me se eu realmente a amava. Se a amava muito.

— Sim.

Se para toda vida.

— Sim. Para toda a vida.

Frente a minha resposta ela foi afirmativa:

— Você jura que nunca vai se esquecer de mim?

— Nunca. – Jurei beijando os dedos em cruz .

E ela, dizendo-me que era só para tirar uma prova, morreu. Morreu para certificar-se da sinceridade da minha jura e, conseqüentemente, da intensidade do meu amor. Não o fez, porém, ali, naquele momento. Morreu logo depois, tomando uma grande dose de uma substância letal qualquer.

Fiquei inconsolável. Chorei (escondido) por semana a fio. Estávamos, os dois, na casa dos dezesseis e dezessete anos. Éramos tão jovens... Que idade triste para se morrer...! Comecei a ouvir tangos. Esta noche me emborracho, que eu não compreendia a letra, era o meu tango preferido. Foi por essa época que tomei a minha primeira bebedeira, sem saber que me emborrachaba....

Sem esquecê-la, chegou o tempo do serviço militar, foi então que sonhei com ela pela primeira vez. Não foi um sonho comum, desses que ocorrem quando se está dormindo; ela “apareceu-me” quando eu estava de serviço, de guarda, em um canto ermo do quartel. Chegou, com aquela suavidade meiga, tão dela, e disse: “Você não está me esquecendo, não é mesmo, José?” Quando consegui calma para lhe responder que não a esquecera, ela tinha desaparecido. Mas, não demorou muito, voltou a aparecer outro dia, e nunca ficou muito tempo ausente. Com a continuidade, passamos a conversar, uma de suas preocupações era se eu estava sofrendo muito com sua ausência. Indagava sobre a intensidade da dor. “Você prometeu não me esquecer” – lembrava-me. Ou então me dizia: “Se você me ama, realmente, tem que sofrer muito. Por toda a vida” – frisava.

Às vezes, Eduarda me dizia: “Você não está sofrendo com a intensidade que eu esperava. Começo a achar que não valeu a pena ter morrido”. – para concluir – “Afinal eu morri só para te fazer sofrer... Sofre, José, sofre mais... Sofre muito, José...”

Posso dizer que passei pela vida e não vivi, apenas sofri. Um sofrimento tão sutil e constante que apenas dói, mas não mata. Creio que estou vivo só para continurar sofrendo. Por isso digo que teimo em não morrer. Sempre penso nela. E lá do fundo da memória, ouço sua voz.

— Sofre, José, sofre mais... Sofre muito, José...

Ah! Ia esquecendo, meu nome é José. José, apenas, sem rima e sem solução. Tampouco o José do Drummond. Apenas José – um poço de saudades – que sofre e sofre muito, só para satisfazer os caprichos (póstumos) de uma mulher...

(*) Esta canção, Meu Primeiro Amor, foi cantada (gravada) por várias cantoras, inclusive Maria Bethanha. Pesquisando na Internet eu, que a julgava da autoria de Munsueto, descobri que é uma versão de uma música de Hermínio Gimenez (?), feita por José Fortuna e Pinheirinho Júnior.

FONTE: Valença Agora Online - Valença,Bahia,Brazil

João Raposo vence Open de Lisboa



João Raposo vence Open de Lisboa
Edição de 04 de Julho de 2008
A Associação Distrital de Judo de Lisboa levou a efeito, no dia 28 Junho, no Pavilhão do Parque de Jogos 1º de Maio - Inatel, em Lisboa, o XVII Open de Lisboa para Seniores.

O judoca João Raposo, do Judo Clube de Ponta Delgada, conseguiu alcançar a vitória na categoria de -90Kg. No seu percurso rumo ao primeiro lugar do pódio, o judoca açoriano enfrentou e venceu Alexandre Machado da Lusófona, Bruno Ferreira, João Costa e Adalberto Chandre, os três últimos do Sport Algés e Dafundo, por Ippon (vantagem máxima).

Já em terras açorianas, decorreu, no passado fim-de-semana, o Torneio de S. Jorge. Este teve lugar no Pavilhão Gimnodesportivo da Escola Básica/Secundária das Velas. Esta competição consta do calendário desportivo da Associação de Judo do Arquipélago dos Açores para a presente época e destina-se a todos os judocas da ilha de S. Jorge. A prova está igualmente aberta aos demais judocas inscritos na referida Associação.

A Federação Espanhola de Judo, por sua vez, levará a efeito, até ao dia 31 de Julho, em Castelldefelds (Barcelona), um Estágio da União Europeia de Judo. Para o efeito, foram convocados pela Federação Portuguesa de Judo, os judocas Jorge Baginha e Miguel Medeiros, ambos do Judo Clube de Ponta Delgada. No que diz respeito ao Torneio da Ribeira Grande, uma prova organizada pelo Clube de Judo daquele município, este decorreu no passado fim-de-semana.

Esta competição contou com a participação de 89 atletas. Os clubes representados foram: Judo Clube de Ponta Delgada; Judo Clube de S. Jorge; Clube Operário Desportivo; Clube Judo Escolar da Povoação; Clube Escolar de Desporto da Escola Básica 2,3 dos Arrifes e Clube de Judo da Ribeira Grande.

4 de Julho de 2008

FONTE (photo include): Expresso das Nove - Ponta Delgada,Portugal

Um poema inédito de Armando Freitas Filho

Ignacio Romero Naves
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Um poema inédito de Armando Freitas Filho

Às quartas-feiras, quinzenalmente, o blog publica textos inéditos de autores brasileiros. Hoje, um poema de Armando Freitas Filho. Um dos mais importantes poetas brasileiros, ele é três vezes ganhador do Prêmio Jabuti. Em 2003 lançou "Máquina de escrever" (Nova Fronteira), reunião de sua poesia desde 1963. Seu livro mais recente é "Raro mar" (Companhia das Letras), de 2006. Prepara para publicação em 2009 "Lar", seu novo livro de poemas. Leia abaixo "Imprensa".


IMPRENSA

Paro para pensar. Parar de pensar
Sobre o pensamento arrastados
e machucando, que não pára
com o corpo atrás que se esfacela.
Ruas ásperas, cortadas por outras:
asfalto bruto, esquinas, lataria
meios-fios desdentados, lancinantes
que se irradiam por quilômetros
de piso ruim, irritado por buraco
pobreza, acne, suor ardido e sujo
nas explosões nuas do tórax e bíceps
na raiva dos cabelos irados, nas caras
urgentes que se metem, descascadas
nos rádios, tevês, em tablóides dolorosos.

FONTE: Prosa & Verso - Globo
http://oglobo.globo.com/

Festival de poesia de Berlim se dedica à poesia lusófona

Arnaldo Antunes dividirá o palco com Chico César

Cultura 04.07.2008
Festival de poesia de Berlim se dedica à poesia lusófona

Em sua nona edição, um dos maiores festivais de poesia da Europa se dedica à produção lírica dos países lusófonos, misturando a poesia ao grafite e à música, e colocando Arnaldo Antunes e Chico César no mesmo palco.
Em sua nona edição, o poesiefestival berlin – segundo a organização, o maior da Europa, com mais de 10 mil visitantes a cada ano – se dedica de 5 a 13 de julho à poesia do mundo lusófono. Serão nove dias (e noites) de recitais, workshops, performances e debates, mas também de confrontos lingüísticos e intercâmbios literários entre representantes de países com bagagens históricas e sociais muito distintas.
A graça do evento Weltklang (Som do mundo), com que a organização inaugura o festival na noite desta sexta-feira (05/07), é que poetas contemporâneos de dez nações, todos eles consagrados em seus países de origem, apresentam suas produções literárias no idioma original, sem traduções simultâneas, ressaltando apenas o aspecto sonoro da poesia.
Nesta noite, o brasileiro Arnaldo Antunes encontrará o português Manuel Alegre, mas também Tomaž Šalamun (Eslovênia), Hiromi Ito (Japão), Israel Bar Kohav (Israel), Inger Christensen (Dinamarca) e Manuel Alegre (Portugal), entre outros.
Poesia + som
O ex-Titãs também dividirá o palco com Chico César para um show que já está sendo considerado pela mídia alemã como o ponto alto do evento. "Imponderáveis demais são os dois rebeldes poéticos, que dificilmente podem ser reduzidos a uma linha comum", antecipa o jornal Tagesspiegel, de Berlim.
A tão óbvia quanto complexa ligação entre poesia e som também será trabalhada no projeto e.poesie, com o qual o festival apresenta cinco compositores de música eletrônica que criaram paisagens sonoras com base em textos de poetas contemporâneos.
O princípio é simples: cada compositor escolheu um poeta cuja linguagem o impressiona e, através de uma cooperação que se estendeu por meses, inseriu as estrofes em um contexto sonoro. Entre outros, o americano Sidney Corbett musicará textos do alemão Johannes Jansen, e o tcheco Vit Zouhar, do austríaco Peter Waterhouse.
Dois artistas norte-americanos representarão a cena de spoken word. A estudante de jornalismo Ursula Rucker se vale de elementos de jazz, soul e triphop, unindo poesia, estilo, música e política em uma performance carregada de protestos: contra a guerra, o aborto e a onipotência da mídia, pela igualdade de direitos e os direitos da mulher. Já Mike Ladd, com um master of poetry de Harvard no currículo, reúne elementos do electro ao punk e ao pop.
Poesia + Dichtung
Mas os 210 milhões de lusófonos no mundo e as outras cerca de 20 línguas crioulas de base portuguesa são o principal destaque desta edição. No workshop de tradução VERSschmuggel (algo como "contrabando de versos"), poetas de Portugal, Brasil, Angola, Guiné-Bissau e Moçambique se reúnem com poetas de língua alemã e trabalham juntos, com a ajuda de um intérprete, na tradução de poemas de sua autoria. Os resultados serão reunidos em uma antologia, a ser lançada na Alemanha, em Portugal e no Brasil, bem como no portal lyrikline.org.
Do Brasil, Ricardo Domeneck, Paulo Henriques Britto, Angélica Freitas e Marco Lucchesi se reunirão, respectivamente, com os alemães Sabine Scho, Hans Raimund, Arne Rautenberg e Nikolai Kobus. Também participarão os portugueses Ana Luísa Amaral, Pedro Sena-Lino e Paulo Teixeira, bem como Tony Tcheka (Guiné-Bissau), Ana Paula Tavares (Angola) e Luís Carlos Patraquim (Moçambique).
Para Ricardo Domeneck, um evento como este possibilita "criar e fortalecer, de forma prática, aquilo que em teoria deveria existir: um intercâmbio entre escritores e poetas que têm a língua portuguesa como campo de atividade artística". O autor de Carta aos anfíbios e A cadela sem logos critica que, por mais que exista uma Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, esta gera muito pouca comunicação entre seus membros.
"Muito se discute sobre certas questões burocráticas, entre as quais eu incluiria até mesmo o acordo ortográfico, enquanto jamais parece ter ocorrido aos envolvidos – especialmente a Portugal e Brasil, que teriam recursos para isso – criar pontes entre os escritores e poetas da língua, cobrindo a grande distância geográfica entre os países. É incrível que seja em solo alemão que um dos primeiros encontros entre poetas do Brasil, de Portugal e dos países africanos lusófonos possa acontecer."
Poesia + imagem
O processo de hibridação artística prossegue em Berlim através de um encontro inédito entre grafiteiros e poetas de Berlim, de Barcelona e do Rio de Janeiro. O objetivo é combinar poesia e street art a partir de uma idéia dos poetas brasileiros Claudia Roquette-Pinto e Renato Rezende, e dos grafiteiros cariocas Ment, Bragga e Machintal.
Segundo a organização, mais de 40 grafiteiros se candidataram a participar do evento, mas houve uma pré-seleção. Textos de poetas como Timo Berger e Bas Böttcher, entre outros, servirão de inspiração para os artistas visuais, que pintarão a fachada de uma loja de departamentos abandonada em Berlim. Por fim, um júri escolherá os melhores trabalhos.
"Estou muito curioso para ver como o trabalho dos artistas de grafiti convidados poderão 'traduzir' poemas em imagens, especialmente por meu trabalho não ser particularmente muito imagético", disse Domeneck, um dos poetas escolhidos.
Lisboesia e uma casa do verso
Que um dia Lisboa já foi a capital de um império mundial, hoje em dia nem parece mais relevante. Mas a organização do festival reconheceu o potencial artístico da capital portuguesa, onde se encontram lusófonos de quatro continentes, e decidiu homenageá-la por sua rica cultura poética.
Os poetas Teresa Balté, Anna Paula Tavares e Paulo Teixeira, o rapeiro Pacman (do grupo Da Weasel) e a fadista Aldina Duarte comandarão uma noite de festa, que ainda será ilustrada com imagens da vida cotidiana em Lisboa, filmadas por Jorge Colombo.
Para encerrar, por mais interessado em culturas estrangeiras que o festival se mostre, um colóquio debaterá a necessidade de se criar um centro de poesia na Alemanha. "É hora de falarmos de uma instituição como esta também na Alemanha, de um centro que exista só para esta arte e que já é realidade em diversos países do mundo", consta do programa do evento.
Editores, literatos e diretores de organizações semelhantes em outros países discutirão como seria possível fundar um centro que reorganize a memória poética alemã, avalie a situação atual da reflexão poética e a torne mais presente na vida cultural do país.
Rodrigo Rimon
FONTE: DW-World Brazil - Berlin,Germany

Judocas olímpicas em Faro

image in www.geocities.com

Judocas olímpicas em Faro
04-07-2008 10:52:00
Telma Monteiro e Ana Hormigo vão marcar presença no Estágio de Judo, em Faro, que arranca com um torneio este domingo.
As judocas portuguesas Ana Hormigo e Telma Monteiro marcam presença no domingo no Torneio Internacional Cidade de Faro, prova que antecede um estágio na cidade algarvia e alargado a várias selecções olímpicas.
As duas judocas deverão, à semelhança do que fizeram na Taça do Mundo de Bucareste, competir em categorias acima do que habitualmente fazem, com Ana Hormigo a competir em -52 kg (a sua categoria é -48 kg) e Telma em -57 kg ao invés dos -52 kg.
"Este torneio é um pequeno teste. Temos atletas a competirem na categoria acima, para os olímpicos é um teste pré-competitivo", salientou à Agência Lusa o director técnico nacional, Luís Monteiro.
O torneio, este ano complementado com a designação Memorial António Matias - em homenagem ao seleccionador vítima de morte súbita no início do ano - juntará a Letónia, Estónia, França, Geórgia, Brasil (selecção olímpica feminina), Moldávia, Arménia, Moçambique.
Portugal contará com um leque alargado de judocas (32 seniores e sub-23 e 30 juniores), mas as atenções concentram-se nas judocas olímpicas, a menos de um mês de viajarem para o Japão e depois Pequim, palco dos Jogos Olímpicos.
Depois do estágio desta semana em Barcelona, ainda é incerta a participação dos olímpicos masculinos João Pina, João Neto e Pedro Dias no Torneio de Faro, embora integrem o estágio que se realizará de 07 a 11 de Julho.
"A seguir a este torneio têm um estágio final em Coimbra, de 14 a 18 de Julho, e depois seguem para o Japão", especificou Luís Monteiro, explicando que o mais importante é a vertente do estágio e da preparação.
Segundo o director técnico nacional os cinco judocas olímpicos têm feito uma preparação conforme planeado e que apenas Pedro Dias (-66 kg) se ressentiu um pouco da lesão no ombro, mas sem que isso ponha em risco a sua participação.
Outro dado avançado pelo Judo Clube do Algarve, clube co-organizador do torneio algarvio, é a participação de Espanha e da República Checa a nível do estágio e no âmbito de preparação das duas selecções para os Jogos de Pequim2008.
FONTE: Observatório do Algarve - Faro,Portugal

ARMADILHA - Leila Cristina Carvalho

North Country Magic
David Katz
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Leila Cristina Carvalho
ARMADILHA
O peito explode
As lágrimas deslizam
O coração dispara
As palavras afloram
O corpo arde em febre
O cérebro alerta
Advertência tardia
O implacável vírus
Soberano e triunfante
Rege a orquestra
De Sílfides, Fadas e Cupidos.

terça-feira, julho 01, 2008

A VERY MOURNFUL BALLAD ON THE SIEGE AND CONQUEST OF ALHAMA


A VERY MOURNFUL BALLAD ON THE SIEGE AND CONQUEST OF ALHAMA
Which, in the Arabic language, is to the following purport. Translated by ~~ Lord Byron 1817
&/\&/\&
The Moorish King rides up and down
Through Granada's royal town;
From Elvira's gates to those
Of Bivarambla on he goes.
Woe is me, Alhama !
Letters to the monarch tell
How Alhama's city fell;
In the fire the scroll he threw,
And the messenger he slew.
Woe is me, Alhama !
He quits his mule, and mounts his horse,
And through the street directs his course;
Through the street of Zacatin
To the Alhambra spurring in.
Woe is me, Alhama !
When the Alhambra walls he gain'd,
On the moment he ordain'd
That the trumpet straight should sound
With the silver clarion round.
Woe is me, Alhama !
And when the hollow drums of war
Beat the loud alarm afar,
That the Moors of town and plain
Might answer to the martial strain,
Woe is me, Alhama !
Then the Moors, by this aware
That bloody Mars recall'd them there,
One by one, and two by two,
To a mighty squadron grew.
Woe is me, Alhama !
Out then spake an aged Moor
In these words the king before:
"Wherefore call on us, oh King?
What may mean this gathering?"
Woe is me, Alhama !
"Friends ! Ye have, alas ! To know
Of a most disastrous blow,
That the Christians, stern and bold,
Have obtain'd Alhama's hold."
Woe is me, Alhama !
Out then spake old Alfaqui,
With his beard so white to see,
"Good King, thou are justly served,
Good King, this thou hast deserved.
Woe is me Alhama !
"By thee were slain, in evil hour,
The Abecerrage, Granada's flower;
And strangers were received by thee
Of Cordova the chivalry.
Woe is me, Alhama !
"And for this, oh King ! Is sent
On thee a double chastisement,
Thee and thine, thy crown and realm,
One last wreck shall overwhelm,
Woe is me, Alhama !
"He who holds no laws in awe,
He must perish by the law;
And Granada must be won,
And thyself with her undone."
Woe is me, Alhama !
Fire flash'd from out the old Moor's eyes,
The Monarch's wrath began to rise,
Because he answer'd, and because
He spake exceeding well of laws.
Woe is me, Alhama !
"There is no law to say such things
As may disgust the ear of kings:" ---
Thus, snorting with his choler, said
The Moorish King, and doom'd him dead.
Woe is me, Alhama !
Moor Alfaqui ! Moor Alfaqui !
Though thy beard so hoary be,
The King hath sent to have thee seized,
For Alhama's loss displeased.
Woe is me, Alhama !
And to fix thy head upon
High Alhambra's loftiest stone;
That this for thee should be the law,
And others tremble when they saw.
Woe is me, Alhama !
"Cavalier ! And man of worth !
Let these words of mine go forth;
Let the Moorish monarch know,
That to him I nothing owe:
Woe is me, Alhama !
"But on my soul Alhama weighs,
And on my inmost spirit preys;
And if the King his land hath lost,
Yet others may have lost the most.
Woe is me, Alhama !
"Sires have lost their children, wives
Their lords, and valiant men their lives;
One what best his love might claim
Hath lost, another wealth or fame.
Woe is me, Alhama !
"I lost a damsel in that hour,
Of all the land the lovliest flower;
Doubloons a hundred I would pay,
And think her ransom cheap that day."
Woe is me, Alhama !
And as these things the old Moor said,
They sever'd from the trunk his head;
And to the Alhambra's wall with speed
"Twas carried, as the King decreed..
Woe is me, Alhama !
And men and infants therein weep
Their loss, so heavy and so deep;
Granada's ladies, all she rears
Within her walls, burst into tears.
Woe is me, Alhama !
And from the windows o'er the walls
The sable web of mourning falls;
The King weeps as a woman o'er
His loss, for it is much and sore.
Woe is me, Alhama !

Greek Olympic Judo champion to carry flag at Beijing Olympics

Mani, Greece
Kostas Zaronikas
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Greek Olympic Judo champion to carry flag at Beijing Olympics
http://www.chinaview.cn/

2008-07-01 23:46:43

ATHENS, July 1 (Xinhua) -- Greek Olympic judo champion Ilias Iliades will carry the Greek flag at the Beijing Olympics next month, the Hellenic Olympic Committee announced here on Tuesday.
Iliades, who won the gold medal in his event during the Athens Games, will be the first athlete to enter the Olympic Stadium on August 8 as Greece is traditionally the first nation to parade at start of every Olympiad.

Special report: 2008 Olympic Games

FONTE: Xinhua - China

Simbolismo e hermetismo - Adelto Gonçalves

Freud symbolism
Oli Clark
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Simbolismo e hermetismo
OpiniãoAdelto Gonçalves


01/07/2008 09:07:9
I


Responder ao que Anna Balakian (1915-1997), antiga directora do Departamento de Literatura Comparada da Universidade de Nova Iorque e reconhecida scholar na área de Simbolismo e Surrealismo, questionou há quase quatro décadas foi o que moveu os participantes do Simpósio Hermetismo e Simbolismo, realizado nos dias 9 e 10 de Dezembro de 2004, na Universidade de Saragoça, Espanha, sob a coordenação dos professores Luis Beltrán Almería e José Luis Rodríguez García.


E o que questionou Anna Balakian? Quem conhece o seu livro El movimiento simbolista (Madri Guadarrama, 1969) sabe que a teórica tentou encontrar respostas para várias questões, como saber se o Simbolismo constituiu uma reacção ao Romantismo. Ou se foi uma continuação da estética do Romantismo. Ou ainda se foi um movimento paralelo ao Naturalismo ou sua síntese.


Mais: quais foram os seus pontos de contacto com outros conceitos similares, como decadente, impressionista, hermético e imagista? Até que ponto teve uma origem comum com o Surrealismo? Como e onde manteve melhor a sua originalidade frente a outros movimentos literários? Qual foi a contribuição do Surrealismo e do Modernismo?


Além dos dois professores organizadores, mais oito estudiosos foram convidados para dar respostas a tais questões, sete espanhóis e um brasileiro, Massaud Moisés, professor titular aposentado de Literatura Portuguesa da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo e autor de uma vintena de obras, entre as quais se destacam os três volumes de As estéticas literárias em Portugal (Lisboa, Caminho, 1997-2002). As respostas a tantas interrogações podem ser encontradas nos dez ensaios reunidos em Simbolismo y Hermetismo: aproximación a la modernidad estética, publicado por Prensas Universitarias de Zaragoza em Janeiro de 2008.


No ensaio que abre o volume, "Hermetismo y Simbolismo. Aproximaciones", Massaud Moisés observa que é difícil afirmar que a poesia de William Butler Yeats (1865-1939) e Fernando Pessoa (1888-1935) seja fruto da crença esotérica e não produto de uma inclinação do intelecto e da sensibilidade que encontra no hermetismo a atmosfera mais adequada para a sua eclosão. "A mais de um século de distância, tem-se a impressão que o progresso da arte poética desde o Romantismo se encaminhara, de algum modo, para o que mais tarde se converteria na arte simbolista. Isto aconteceria, antes ou depois, por uma espécie de imperativo histórico que substituía a ordem clássica pela aventura romântica como já observara Guillermo de Torre (1900-1971), e que refutava o absoluto inerente à arte vinculada aos clássicos greco-latinos em favor do individualismo procedente da ascensão da burguesia à pirâmide social, em consequência do declínio das velhas monarquias", diz (pp.43-33).


II


Dentro dessa mesma linha de pensamento, em "Ficcionalidad y Hermetismo", Antonio Garrido Domínguez, professor de Teoria Literária da Universidade Complutense de Madri, lembra que o Simbolismo constitui uma realidade inerente à literatura hispano-americana contemporânea, fato a que não é alheia a atracção que sentem os seus cultivadores pelo fantástico nas suas diversas manifestações, como os argentinos Jorge Luis Borges (1899-1986), Adolfo Bioy Casares (1914-1999), Julio Cortázar (1914-1984) e guatemalteco Augusto Monterroso (1921-2003).


Como exemplo, porém, Garrido Domínguez cita quatro textos curtos do mexicano Juan José Arreola (1918-2001), La mijada, El prodigioso miligramo, El guardagujas e Parábola del trueque, que constam de Confabulario (México, Editorial Joaquín Mortiz, 1975), livro que apareceu pela primeira vez em 1952. E o fez muito bem. Porque ninguém mais que Arreola pode bem representar o realismo fantástico, esse ramo do Simbolismo, na literatura hispano-americana, movimento que, diante da impossibilidade do homem de aceder ao conhecimento de si mesmo, procurou radicalizar a busca do lado oculto da realidade.


Diz o ensaísta que, para aceder a nós mesmos, é preciso recorrer ao "êxtase", ou seja, situar-nos fora de nós mesmos, e tal estágio só se consegue partindo do real, mas transgredindo-o por meio do "como se" ou, o que é o mesmo, extendendo-nos mais além de nós mesmos e projectando-nos das nossas possibilidades. Foi o que sempre fez Arreola, um contista de uma originalidade sem par nas literaturas espanhola e hispano-americana, que, na brasileira, só poderia ser comparado a Murilo Rubião (1916-1991), autor de O ex-mágico (1947), O pirotécnico Zacarias (1974), O homem do boné cinzento e outras histórias (1991) e outras obras que foram rotuladas como realismo fantástico.


III


Para bem ilustrar o que afirma, Garrido Domínguez faz um resumo de El prodigioso miligramo, que, em linhas gerais, conta como o autoritário regime das formigas se encontra primeiro com a dissidência de uma formiga que decide transportar um chamativo miligramo (milésima parte do grama), em vez de levar a carga assinalada para o sustento colectivo. O castigo imposto é a morte da formiga dissidente, mas, como ocorre aos mártires de uma causa, a morte da formiga que preferiu não renunciar as suas convicções desperta nas suas irmãs de raça o imperioso desejo de imitar o seu comportamento até o ponto que a hierarquia se vê obrigada a condescender para evitar males maiores. Qualquer semelhança com agrupamentos humanos, obviamente, não é mera coincidência.


Em La migala, conto de pouco mais de duas páginas, um dos protagonistas também não é humano, mas animal, ou melhor, uma aranha gigantesca, pela qual o narrador se sente atraído a ponto de comprá-la de um saltimbanco numa imunda feira de rua. Levando-a para casa, certo dia, sente-se instado a libertá-la da caixa de madeira em que a comprara. Desde então, vive dias de horrores, pois não sabe nunca quando a gigantesca aranha pode aparecer para picá-lo. Compara-a, assim, a sua mulher Beatriz, companhia tão buscada quanto temida, exercitando uma problemática que Arreola sempre teve presente nos seus relatos: a questão do relacionamento do casal dentro do matrimónio.


Já em Parábola del truque, são humanos os personagens do conto, embora as mulheres a que se refere o narrador mais pareçam andróides. Seja como for, o conto mantém a dimensão alegórica que caracteriza a maioria dos relatos de Arreola. Nesse conto, o povoado onde reside o narrador vê sua normalidade alterada com a chegada de um mercador que oferece um "produto" muito apreciado -- mulheres de grande beleza que brilham ao sol --, disposto a fazer um negócio aparentemente vantajoso para todos: trocar estas mulheres novas pelas esposas de cada um dos homens do lugar.


O resultado é previsível: não houve quem, seduzido pela novidade e pela promessa de prazeres infindos, não quisesse trocar a sua mulher (já marcada pela passagem dos anos) por um daqueles seres novinhos em folha que o mercador oferecia. A única excepção é o próprio narrador, que prefere ficar com Sofia, sua mulher, arrastando, assim, a ira dos demais homens do povoado, todos inconformados com a sua fidelidade à esposa.


Até mesmo Sofia desconfia dos motivos que teriam levado o marido a não trocá-la, considerando que não havia sido carinho o que o havia motivado a permanecer perto dela, mas apenas covardia e medo do futuro. Assim segue o curto relato até que os homens descobrem que haviam sido vítimas de um logro: logo as mulheres que haviam adquirido começam a perder a cor e a oxidar-se, feitas que eram de material ordinário.


A verdade simbólica que se esconde atrás desta parábola é que as aparências sempre enganam e que as consequências para quem se deixa seduzir por elas, sem levar em conta outras considerações, podem chegar a ser funestas.


IV


El guardagujas, o mais extenso dos relatos escolhidos por Garrido Domínguez, é também o mais ambíguo e o mais rico de conteúdo, ou seja, aquele que dá ensejo a um maior número de interpretações ou conclusões. A história -- que já foi chamada de kafkiana por alguns críticos -- representa um mundo às avessas, de sinais trocados, ao mostrar como funciona uma companhia ferroviária em que é ela mesmo quem decide o destino de cada passageiro. Conclui-se, portanto, que é a Providência -- à falta de melhor definição -- que decide se o comboio virá ou não, que rumo seguirá, se levará os viajantes à estação desejada ou os abandonará no meio do caminho. Tem ainda esta todo-poderosa companhia agentes infiltrados que ouvem o que conversam os passageiros e acompanham todos os seus movimentos. Qualquer semelhança com aqueles regimes autoritários que infelicitaram por tantos anos não só as nações hispano-americanas, portanto, não é mera coincidência.


V


Salvo engano, dos livros de Arreola, em português do Brasil só apareceu um: Confabulário Total, publicado em 1968 pela Edinova, hoje obra rara. Se a memória não me trai, o conto Parábola del trueque também saiu numa edição especial dedicada ao conto hispano-americano pela extinta revista Status, de São Paulo, ao final da década de 70, dirigida por Gilberto Mansur. Pela escolha de Garrido Domínguez -- que não é a de um mercador de letras, mas a de um professor que vê as letras com os olhos da paixão --, percebe-se com facilidade que o fato de Arreola não ter tido os seus demais livros, como Palíndroma, Varia invención, Bestiario, La feria, Arte de letras menores, Memoria y olvido, Hombre, mujer y mundo e Poemas y dibujos, entre outros, traduzidos ao português, constitui uma prova da indigência mental da maioria daqueles que se ocupam (ou se ocuparam) da actividade editorial no Brasil.
SIMBOLISMO Y HERMETISMO: APROXIMACIÓN A LA MODERNIDAD ESTÉTICA, de Luis Beltrán e José Luis Rodríguez García (coordenadores). Saragoça: Prensas Universitarias de Zaragoza,184 págs., 2008.




FONTE: Diário dos Açores - São Miguel,Açores,Portugal
http://da.online.pt/

Pérolas preparam Jogos Olímpicos no Brasil

photo in homepage.mac.com
Pérolas preparam Jogos Olímpicos no Brasil

AMÂNDIO CLEMENTEA

Selecção Nacional Seniores Femininos de Andebol embarca esta manhã para o Brasil, onde vai disputar entre quatro a cinco jogos com a congénere brasileira. O sete angolano vai permanecer em terras do samba até 8 de Julho.

A deslocação do combinado nacional realiza-se a convite da Federação Brasileira de Andebol, que pretende dar rodagem à sua equipa, tendo em vista a disputa do torneio dos Jogos Olímpicos de Pequim.

Para o seleccionador nacional, Vivaldo Eduardo, a série de jogos consecutivos com o mesmo adversário vai servir de micro-ciclo de controlo, onde a equipa técnica fará a avaliação do aprendizado feito até ontem.

“O Brasil é um adversário forte. Boa parte das suas atletas evolui na Europa, designadamente na Macedónia, Espanha e Alemanha”.A

o comparar a equipa brasileira que Angola defrontou na Itália, Vivaldo Eduardo identificou algumas diferenças: “há onze novas jogadoras. É um conjunto alto e bem dotado tecnicamente”.

Estes jogos, de acordo com o técnico, permitem a equipa progredir do ponto de vista táctico. Ontem à tarde, a selecção efectuou a última sessão de treinos no pavilhão da Cidadela. Antes, as atletas trabalharam com a psicóloga Filomena Petana, recém-integrada no combinado nacional.

Para esta deslocação ao Brasil, Vivaldo Eduardo leva 19 jogadoras: Maria Pedro, Odete Tavares e Cristina Branco (guarda-redes); Ilda Bengue, Bombo Calandula, Natália Bernardo, Luísa Kiala, Teresa Joaquim, Isabel Fernandes, Nair Almeida, Filomena Trindade, Tatiana César, Anastásia Sibo, Matilde André, Elizabeth Caílo, Elizabeth Viegas, Wuta Ndombaxe, Felicidade Sibo e Azenaide Carlos.

Na primeira triagem seleccionador dispensou Mírcia Cruz, enquanto Teresa Almeida “Ba” e Lorena Carlos foram integradas na Selecção Nacional de juniores.

FONTE: Jornal de Angola - Luanda,Luanda,Angola

Essai d’explication du masochisme - Richard von Krafft-Ebing

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Richard von Krafft-Ebing
Essai d’explication du masochisme
Psychopathia Sexualis : III. — Neuro-Psychopathologie générale
DATE DE PUBLICATION EN LIGNE : mardi 1er juillet 2008
Richard von Krafft-Ebing, Études médico-légales : Psychopathia Sexualis. Avec recherche spéciales sur l’inversion sexuelle, Traduit sur la 8e édition allemande par Émile Laurent et Sigismond Csapo, Éd. Georges Carré, Paris, 1895.


ESSAI D’EXPLICATION DU MASOCHISME

Les faits de masochisme comptent certainement parmi les plus intéressants de la psychopathologie. Avant d’essayer de les expliquer, il faut d’abord bien établir ce qui est essentiel et ce qui est secondaire dans ce phénomène.
L’essentiel, dans le masochisme, c’est, dans tous les cas, l’envie d’être absolument soumis à la volonté d’une personne de l’autre sexe (dans le sadisme, au contraire, le règne absolu sur cette personne), mais avec provocation et accompagnement de sensations sexuelles se traduisant par du plaisir qui va jusqu’à produire l’orgasme. Le secondaire, c’est, d’après le critérium précédent, la manière spéciale dont cette condition de dépendance ou de règne est manifestée, que ce soit par des actes purement symboliques ou qu’il y ait en même temps désir de supporter des douleurs causées par une personne de l’autre sexe.
Tandis qu’on peut considérer le sadisme comme une excroissance pathologique du caractère sexuel viril dans ses particularités psychiques, le masochisme est plutôt une excroissance morbide des particularités psychiques propres à la femme.
Il existe sans doute aussi des cas très fréquents de masochisme chez l’homme ; ce sont ceux qui deviennent pour la plupart apparents et remplissent presque à eux seuls toute la casuistique. Nous en avons donné les raisons plus haut.
Tout d’abord, à l’état d’excitation voluptueuse, chaque impression exercée sur l’excité par la personne qui est le point de départ du charme sexuel, vient indépendamment du genre de cette impression. C’est encore une chose tout à fait normale que des tapes légères et de petits coups de poing soient considérés comme des caresses [1].
Like the lovers pinch wich hurts and is desired.
(Shakespeare, Antonius and Cleopatra.)
De là il n’y a pas loin à conclure que le désir d’éprouver une très forte impression de la part du consors amène, dans le cas d’une accentuation pathologique de l’ardeur amoureuse, à l’envie de recevoir des coups, la douleur étant toujours un moyen facile pour produire une forte impression physique. De même que, dans le sadisme, la passion sexuelle aboutit à une exaltation dans laquelle l’excès de l’émotion psychomotrice déborde dans les sphères voisines, il se produit de même, dans le masochisme, une extase dans laquelle la marée montante d’un seul sentiment engloutit avidement toute impression venant de la personne aimée et la noie dans la volupté.
La seconde cause, la plus puissante du masochisme, doit être cherchée dans un phénomène très répandu qui rentre déjà dans le domaine d’un état d’âme insolite et anormal, mais pas encore dans celui d’un état perverti.
J’entends ici ce fait fréquent qu’on observe dans des cas très nombreux et sous les formes les plus variées, qu’un individu tombe d’une façon étonnante et insolite sous la dépendance d’un individu de l’autre sexe, jusqu’à perdre toute volonté, dépendance qui force l’assujetti à commettre et à tolérer des actes compromettant souvent gravement ses propres intérêts, contraires et aux lois et aux mœurs.
Dans les phénomènes de la vie normale, cette dépendance varie selon l’intensité du penchant sexuel qui est ici en jeu et le peu de force de volonté qui devrait contrebalancer l’instinct. Il n’y a donc qu’une différence quantitative, mais non pas qualitative, comme c’est le cas dans les phénomènes du masochisme.
J’ai désigné sous le nom de servitude sexuelle ce fait de dépendance anormale, mais non encore perverse, d’un homme vis-à-vis d’un individu de l’autre sexe, fait qui offre un grand intérêt, surtout au point de vue médico-légal. Je l’ai nommé ainsi parce que les conditions qui en résultent sont empreintes d’une marque de servitude [2]. La volonté du sujet dominateur commande à celle du sujet asservi, comme la volonté du maître à celle du serviteur [3].
Cette servitude sexuelle est, comme nous le disions, un phénomène anormal, même au point de vue psychique.
Elle commence là où la règle extérieure, les limites de la dépendance d’une partie sur l’autre ou de la dépendance mutuelle, tracées par la loi et les mœurs, sont transgressées à la suite d’une particularité individuelle due à l’intensité de mobiles qui en eux-mêmes sont tout à fait normaux. La servitude sexuelle n’est pas du tout un phénomène pervers : les agents moteurs sont les mêmes que ceux qui mettent en mouvement, quoique avec moins de vivacité, la vita sexualis psychique renfermée dans les limites et les règles normales.
La peur de perdre sa compagne, le désir de la contenter toujours, de la conserver aimable et disposée aux rapports sexuels, sont ici les mobiles qui poussent le sujet asservi.
D’un côté un amour excessif qui, surtout chez la femme, n’indique pas toujours un degré excessif de sensualité ; de l’autre, une faiblesse de caractère : tels sont les premiers éléments de ce processus insolite [4].
Le mobile de l’autre sujet, c’est l’égoïsme, qui peut se donner libre cours.
Les faits de servitude sexuelle sont très variés dans leurs formes, et leur nombre est très grand [5].
Nous rencontrons à chaque pas dans la vie des hommes tombés dans la servitude sexuelle. Il faut compter parmi les gens de cette catégorie les maris qui vivent sous la domination de leur femme, surtout les hommes déjà vieux qui épousent de jeunes femmes et qui veulent racheter leur disproportion d’âge et de qualités physiques par une condescendance absolue à tous les caprices de l’épouse ; il faut aussi classer dans cette catégorie les hommes trop mûrs qui, en dehors du mariage, veulent renforcer leurs dernières chances d’amour par d’immenses sacrifices, et aussi les hommes de tout âge qui, pris d’une violente passion pour une femme, se heurtent à une froideur calculée et doivent capituler dans de dures conditions ; les gens très amoureux qui se laissent entraîner à épouser des catins connues ; les hommes qui, pour courir après des aventurières, abandonnent tout, jouent leur avenir ; les maris et les pères qui délaissent épouse et enfants, et qui placent les revenus d’une famille aux pieds d’une hétaïre.
Quelque nombreux que soient les exemples de servitude chez l’homme, tout observateur un peu impartial de la vie conviendra que leur nombre et leur importance sont bien inférieurs à ceux observés chez la femme. Ce fait est facilement explicable. Pour l’homme, l’amour n’est presque toujours qu’un épisode ; il a une foule d’autres intérêts importants ; pour la femme, au contraire, l’amour est la vie : jusqu’à la naissance des enfants, l’amour tient le premier rang, et souvent même après la naissance des enfants. Ce qui est encore plus important, c’est que l’homme peut dompter son penchant ou l’apaiser dans des accouplements pour lesquels il trouve de nombreuses occasions. La femme, dans les classes supérieures, quand elle est alliée à un homme, est obligée de se contenter de lui seul, et, même dans les basses couches sociales, la polyandrie se heurte encore à des obstacles considérables.
Voilà pourquoi, pour la femme, l’homme qu’elle possède signifie le sexe tout entier. Son importance pour elle devient par ce fait immense. De plus, les rapports normaux, tels que la loi et les mœurs les ont établis entre l’homme et la femme, sont loin d’être établis d’après les règles de la parité et destinent déjà la femme à une grande dépendance.
Sa servitude deviendra encore plus grande par les concessions qu’elle fait à l’amant pour obtenir de lui cet amour qui pour elle ne peut se remplacer ; dans la même mesure s’augmenteront les prétentions des hommes qui sont décidés à mettre à profit leurs avantages et à faire métier d’exploiter l’abnégation illimitée de la femme.
Tels sont : le coureur de dot qui se fait payer des sommes énormes pour détruire les illusions qu’une vierge s’était faite de lui ; le séducteur réfléchi et calculateur qui compromet une femme et spécule en même temps sur la rançon et le chantage ; le soldat aux galons d’or, l’artiste musicien à la crinière de lion qui savent provoquer chez la femme un brusque : « Toi ou la mort ! » un bon moyen pour payer les dettes ou pour s’assurer une vie facile ; le simple troupier qui, dans la cuisine, fait payer son amour par la cuisinière en bons repas ; l’ouvrier-compagnon qui mange les économies de la patronne qu’il a épousée ; et enfin le souteneur qui force par des coups la prostituée, dont il vit, à lui gagner chaque jour une certaine somme. Ce ne sont là que quelques-unes des diverses formes de la servitude dans laquelle la femme tombe forcément par suite de son grand besoin d’amour et des difficultés de sa position.
Il était nécessaire de donner une courte description de la servitude sexuelle, car il faut évidemment voir en elle le terrain propice d’où la principale racine du masochisme est sortie. La servitude ainsi que le masochisme consistent essentiellement en ce que l’individu atteint de cette anomalie se soumet absolument à la volonté d’une personne d’un autre sexe et subit sa domination [6].
On peut cependant faire une démarcation nette entre les deux phénomènes, car ils diffèrent non pas par leur gradation, mais par leur nature. La servitude sexuelle n’est pas une perversion ; elle n’a rien de morbide. Les éléments auxquels elle doit son origine, l’amour et la faiblesse de la volonté, ne sont pas pervers ; seule la disproportion de leurs forces mutuelles donne un résultat anormal qui souvent est opposé aux intérêts personnels, aux mœurs et aux lois. Le mobile auquel la partie subjuguée obéit en subissant la domination, c’est le penchant normal vers la femme (ou réciproquement vers l’homme), penchant dont la satisfaction est le prix et la compensation de la servitude subie. Les actes de la partie subjuguée, actes qui sont l’expression de la servitude sexuelle, sont accomplis sur l’ordre de la partie dominante pour servir à la cupidité de cette dernière. Ils n’ont pour la partie assujettie aucun but indépendant, ils ne sont pour elle que des moyens d’obtenir ou de conserver la possession de la partie dominatrice, ce qui est le vrai but final. Enfin, la servitude est une conséquence de l’amour pour une personne déterminée ; elle n’a lieu que lorsque cet amour s’est déclaré.
Les choses sont tout autres dans le masochisme qui est nettement morbide, et qui, en un mot, est une perversion. Là, le mobile des actes et des souffrances de la partie assujettie se trouve dans le charme que la tyrannie exerce sur elle. Elle peut, en même temps, désirer aussi le coït avec la partie dominante ; dans tous les cas, son penchant vise aussi les actes servant d’expression à la tyrannie comme objets directs de sa satisfaction. Ces actes dans lesquels le masochisme trouve son expression, ne sont pas pour le subjugué un moyen d’arriver au but comme c’est le cas dans la servitude, car ils sont eux-mêmes le but final. Enfin, dans le masochisme, la nostalgie de la soumission se manifeste a priori, avant qu’il y ait une affection pour un objet d’amour concret.
La connexité qu’on peut admettre entre la servitude et le masochisme vient du trait commun des phénomènes externes de la dépendance, malgré la différence des mobiles ; la transition de l’anomalie à la perversion se produit probablement de la façon suivante.
Celui qui reste pendant longtemps en état de servitude sexuelle sera plus enclin à contracter de légères tendances masochistes. L’amour, qui supporte volontiers la tyrannie pour l’amour de la personne aimée, devient alors directement un amour de la tyrannie. Quand l’idée d’être tyrannisé s’est longtemps associée à une représentation de l’objet aimé, accompagnée d’un sentiment de plaisir, cette manifestation de la sensation de plaisir finit par se reporter sur la tyrannie même et il se produit de la perversion. Voilà comment le masochisme peut être acquis [7].
Un faible degré de masochisme peut bien être engendré par la servitude et peut, par conséquent, être acquis. Mais le vrai masochisme complet et profondément enraciné, avec sa nostalgie brûlante de soumission dès la première enfance, tel que le dépeignent les personnes mêmes qui en sont atteintes, est toujours congénital.
La meilleure explication de l’origine du masochisme complet, perversion toutefois assez rare, serait dans l’hypothèse que cette perversion est née de la servitude sexuelle, anomalie de plus en plus fréquente, qui parfois se transmet par hérédité à un individu psychopathe de façon à dégénérer en perversion. On a démontré plus haut qu’un léger déplacement des éléments psychiques qui jouent ici un rôle, peut amener cette transition. Ce que peut faire, pour les cas possibles de masochisme acquis, l’habitude associative, l’hérédité peut le faire pour les cas bien établis de masochisme congénital. Aucun élément nouveau ne s’ajoute alors à la servitude ; au contraire, un élément disparaît, le raisonnement qui rattache l’amour à la dépendance, et qui constitue la différence entre l’anomalie et la perversion, entre la servitude et le masochisme. Il est tout naturel que ce soit la partie d’instinct seule qui se transmette par hérédité.
Cette transition de l’anomalie à la perversion par transmission héréditaire s’effectuera facilement, surtout dans le cas où la disposition psychopathique du descendant fournit un autre facteur pour le masochisme, c’est-à-dire l’élément que nous avons appelé la première cause du masochisme : la tendance des natures sexuellement hyperesthésiées à assimiler aux impressions sexuelles toute impression qui part de l’objet aimé.
C’est de ces deux éléments, la servitude sexuelle d’une part, et d’autre part la prédisposition à l’extase sexuelle qui accepte avec plaisir les mauvais traitements, c’est de ces deux éléments, disons-nous, dont les causes peuvent être ramenées jusqu’au domaine des faits physiologiques, que le masochisme tire son origine, quand il trouve un terrain psychopathique propice et que l’hyperesthésie sexuelle amène jusqu’au degré morbide de la perversion les circonstances physiologiques et anormales de la vita sexualis [8].
En tout cas, le masochisme, en tant que perversion sexuelle congénitale, représente aussi dans le tableau de l’hérédité un signe de dégénérescence fonctionnelle, et cette constatation clinique a été en particulier confirmée par mes propres observations de masochisme et de sadisme.
Il est facile de prouver que cette tendance psychiquement anormale et particulière par laquelle le masochisme se manifeste, représente une anomalie congénitale ; elle ne se greffe pas sur l’individu porté à la flagellation, par suite d’une association d’idées, comme le supposent Rousseau et Binet.
Cela ressort de ces cas nombreux, même de la majorité de ces cas, où la flagellation n’est jamais venue à l’idée du masochiste, mais où le penchant pervers visait exclusivement des actes symboliques, qui expriment la soumission sans causer de douleurs physiques.
Les détails de l’observation 52 nous renseignent à ce sujet.
Mais on arrive à la même conclusion, c’est-à-dire à la constatation que la flagellation passive ne peut pas être le noyau qui réunit tous les autres éléments autour de lui, même quand on examine de plus près les cas dans lesquels la flagellation passive joue un rôle, comme dans les observations 44 et 49.
Sous ce rapport, l’observation 50 est particulièrement instructive, car il ne peut pas y être question d’une stimulation sexuelle produite par une punition reçue dans l’enfance. Dans ce cas, il est surtout impossible de relier le phénomène à un fait ancien, car l’objet du principal intérêt sexuel n’est pas réalisable, même avec un enfant.
Enfin l’origine purement psychique du masochisme est prouvée par la comparaison du masochisme avec le sadisme. (Voir plus loin.)
Si la flagellation passive se rencontre si fréquemment dans le masochisme, cela s’explique simplement par le fait que la flagellation est le moyen le plus efficace d’exprimer l’état de soumission.
Je ne puis que répéter que ce qui différencie absolument la simple flagellation passive de la flagellation basée sur un désir masochiste, c’est que, dans le premier cas, l’acte est un moyen pour rendre possible le coït ou l’éjaculation, tandis que, dans le dernier cas, c’est un moyen pour obtenir une satisfaction de l’âme dans le sens des désirs masochistes.
Ainsi que nous l’avons vu plus haut, les masochistes se soumettent aussi à d’autres mauvais traitements et à des souffrances pour lesquelles il ne peut être question d’une excitation voluptueuse réflexe. Comme ces faits sont très nombreux, il faut examiner dans quelle proportion existent la douleur et le plaisir dans de pareils actes, et aussi dans la flagellation des masochistes.
De la déposition d’un masochiste, il résulte le fait suivant.
La proportion n’est pas telle que l’individu éprouve simplement comme plaisir physique ce qui ordinairement cause de la douleur ; mais l’individu se trouvant en extase masochiste, ne sent pas la douleur, soit que, grâce à son état passionnel, (comme chez le soldat au milieu de la mêlée et de la bataille), il n’ait pas la perception de l’impression physique produite sur les nerfs de son épiderme, soit que, grâce à la trop grande abondance de sensations voluptueuses (comme chez les martyrs ou dans l’extase religieuse), l’idée des mauvais traitements n’entre dans son esprit que comme un symbole et sans les attributs de la douleur.
Dans la deuxième alternative, il y a pour ainsi dire une surcompensation de la douleur physique par le plaisir psychique, et c’est cet excédent qui reste seul comme plaisir psychique dans la conscience. Cet excédent de plaisir est encore renforcé soit par l’influence des réflexes spinaux, soit par une accentuation particulière des impressions sensibles dans le sensorium ; il se produit une espèce d’hallucination de volupté physique, avec une localisation vague de la sensation projetée au dehors.
Des phénomènes analogues paraissent se produire dans l’auto-flagellation des extasiés religieux (fakirs, derviches hurlants, flagellants), seulement les images qui provoquent la sensation de plaisir ont une autre forme. Là aussi on perçoit l’idée de la torture sans ses attributs de douleur, la conscience étant trop remplie par l’idée accentuée du plaisir de servir Dieu en subissant des tortures, de racheter ses péchés, de gagner le ciel, etc.
P.-S.
Texte établi par PSYCHANALYSE-PARIS.COM d’après l’ouvrage de Richard von Krafft-Ebing, Études médico-légales : Psychopathia Sexualis. Avec recherche spéciales sur l’inversion sexuelle, Traduit sur la 8e édition allemande par Émile Laurent et Sigismond Csapo, Éd. Georges Carré, Paris, 1895.

Notes
[1] Nous trouvons des faits analogues chez les animaux inférieurs. Les chenilles du poumon (Pulmonata Cuv.) possèdent une soi-disant « flèche d’amour », baguette de chaux pointue qui se trouve dans une pochette particulière de leur corps et qu’elles font sortir au moment de l’accouplement. C’est un organe d’excitation sexuelle qui, d’après sa constitution, doit être un excitant douloureux.
[2] Comparer l’essai de l’auteur « Sur la servitude sexuelle et le masochisme » dans Psychiatrische Jahrbücher, t. X, p. 169, où ce sujet a été traité à fond, surtout au point de vue médico-légal.
[3] Bien qu’on les emploie au figuré pour de pareilles situations, j’ai cru devoir éviter ici les expressions esclave et esclavage, parce que ce sont des termes qu’on emploie de préférence pour le masochisme dont il faut bien distinguer la « servitude ».L’expression de servitude ne doit pas être confondue non plus avec la sujétion de la femme de J. St. Mill. Mill désigne par cette expression des mœurs et des lois, des phénomènes historiques et sociaux. Mais ici nous ne parlons que de faits nés de mobiles individuels particuliers et qui sont en contradiction avec les lois et les mœurs en usage. En outre, il est question des deux sexes.
[4] Le fait le plus important, dans ces cas, c’est peut-être que l’habitude d’obéir développe une sorte de mécanisme d’obéissance inconsciente qui fonctionne avec une exactitude automatique et qui n’a pas à lutter contre des idées contraires, parce qu’il est au delà de la limite de la conscience nette, et qu’il peut être manié comme un instrument inerte par la partie régnante.
[5] Dans les littératures de tous les pays et de toutes les époques, la servitude sexuelle joue un grand rôle. Les phénomènes insolites mais non pervers de la vie de l’âme sont pour le poète des sujets heureux et qu’il lui est permis de traiter. La description la plus célèbre de la « servitude » chez l’homme, est celle de l’abbé Prévost dans sa Manon Lescaut. Une description parfaite de la servitude chez la femme se trouve dans le roman Leone Leoni, de George Sand. Il faut citer ici la Kæthchen von Heilbronn de Kleist, qui lui-même désigne cette pièce comme l’opposé de sa Penthésilée (sadisme), enfin la Griselidis de Halm et beaucoup d’autres poésies analogues.
[6] Il peut se produire des cas où la servitude sexuelle se traduise par les mêmes actes que ceux qui sont particuliers au masochisme. Quand des hommes brutaux battent leurs femmes et que celles-ci le tolèrent par amour, sans cependant avoir la nostalgie des coups, il y a dans cette servitude un trompe-œil qui peut nous faire croire à l’existence du masochisme.
[7] C’est un fait bien intéressant et qui repose sur l’analogie qui existe entre la sujétion et le masochisme, relativement à leur manifestation extérieure, que pour décrire la servitude sexuelle on emploie généralement, soit par plaisanterie, soit au figuré, des expressions comme celles-ci : « esclavage, être enchaîné, porter des fers, agiter le fouet sur quelqu’un, atteler quelqu’un à son char de triomphe, être aux pieds de quelqu’un, sous le règne de la culotte, etc. », toutes choses qui, prises au pied de la lettre, sont pour le masochiste, l’objet de ses désirs pervers.Ces locutions imagées sont d’un fréquent usage dans la vie ordinaire et sont presque devenues triviales. Elles ont pris leur origine dans la langue poétique. De tout temps la poésie a vu dans l’image d’ensemble d’une violente passion amoureuse, l’état de dépendance de l’objet qui peut ou qui doit se refuser, et les phénomènes de la servitude se sont toujours présentés à l’observation des poètes. Le poète, en choisissant des termes comme ceux que nous venons de citer, pour représenter avec des images frappantes la dépendance de l’amoureux, suit absolument le même chemin que le masochiste qui, pour se représenter d’une manière frappante sa dépendance (qui est pour lui le but), cherche à réaliser des situations correspondant à son désir.Déjà la poésie antique désigne l’amante par le mot domina et emploie de préférence l’image de la captivité chargée de fers (Horace, Od., IV, 11). Dès cette époque et jusqu’aux temps modernes, (comparez Grillparzer, Ottokar, IVe acte : « Régner est si doux, presque aussi doux qu’obéir ») la poésie galante de tous les siècles est remplie de phrases et de métaphores semblables. Sous ce rapport, l’histoire de l’origine du mot « maîtresse » est aussi très intéressante.Mais la poésie réagit sur la vie. C’est de cette façon qu’a pu prendre naissance le service des dames chez les courtisanes du moyen âge. Ce service avec adoration des femmes comme « maîtresses » dans la société aussi bien que dans les liaisons d’amour isolées, en assimilant les rapports entre féaux et serfs avec les rapports entre le chevalier et sa dame, avec la soumission à tous les caprices féminins, aux épreuves d’amour et aux vœux, à l’engagement d’obéissance à tous les ordres des dames, apparaît comme un développement et un perfectionnement systématique de la servitude amoureuse. Certains phénomènes extrêmes, commue, par exemple, les souffrances d’Ulric de Lichtenstein ou de Pierre Vidal au service de leurs dames, ou les menées de la confrérie des « Galois » en France qui cherchaient le martyre par amour et se soumettaient à toutes sortes de tortures, portent déjà une empreinte bien visible du caractère masochiste, et montrent la transition naturelle d’un état vers l’autre.
[8] Quand on voit, ainsi que cela a été démontré plus haut, que la « servitude sexuelle » est un phénomène qui a été constaté bien plus fréquemment et avec une intensité plus grande dans le sexe féminin que dans le sexe masculin, la conclusion s’impose : que le masochisme (sinon toujours, du moins habituellement) est un legs de la « servitude » des ascendants féminins. De cette façon, il entre en rapport, bien qu’éloigné, avec l’inversion sexuelle, en raison de ce fait qu’une perversion qui devrait être particulière à la femme, se transmet à l’homme. Cette manière d’envisager le masochisme comme une inversion sexuelle rudimentaire, comme une effeminatio partielle qui, dans ce cas, n’atteint que les traits secondaires du caractère de la vita sexualis (manière de voir que j’ai déjà, dans la 6e édition de cet ouvrage, exprimée d’une façon très nette), est encore corroborée par les dépositions des malades des observations 44 et 49, citées plus haut, et dont les sujets sont aussi marqués d’autres traits d’effémination, tous les deux désignant comme leur idéal une femme relativement plus âgée qui les aurait recherchés et conquis.Il faut cependant noter le fait que la sujétion joue aussi un rôle considérable dans la vita sexualis masculine, et que, par conséquent, le masochisme peut s’expliquer sans l’hypothèse de la transmission des éléments féminins à l’homme. Il ne faut pas oublier non plus, à ce propos, que le masochisme et son opposé le sadisme se rencontrent quelquefois en combinaisons irrégulières avec l’inversion sexuelle.


FONTE: Psychanalyse-paris.com - Paris,France

Paulo Wanderley Teixeira, Brazil


Paulo Wanderley Teixeira, Brazil
Wednesday, June 25, 2008
O Brasil está plenamente credenciado a realizar este que é o evento máximo do esporte mundial. Falo isso levando em conta nossa experiência na realização de competições como o Rio 2007. Além dos Jogos Pan-americanos, foram organizados e realizados inúmeros campeonatos mundiais nos últimos anos, com destaque para o recente Mundial de Judô de 2007, que contou com recorde de países e atletas inscritos. A realização dos Jogos Olímpicos, pela primeira vez na América do Sul, só serve para estimular ainda mais o esporte nesta região. Evidentemente acrescentando-se a isso um ganho econômico, turístico, de infra-estrutura e de desenvolvimento de mão de obra, além do esportivo. Será uma oportunidade ímpar para o Rio de Janeiro, o Brasil e a América do Sul.